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Brics propõe governança global para regular riscos da inteligência artificial

Líderes do Brics assinam declarações sobre IA, saúde e comércio, enfatizando a necessidade de regulamentação e criticando o protecionismo.

Cúpula do Brics será realizada na cidade do Rio em 6 e 7 de julho (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
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  • Os líderes do Brics se reuniram no Rio de Janeiro em seis de julho de dois mil e vinte e cinco para discutir comércio internacional, saúde e governança da Inteligência Artificial (IA).
  • Durante a cúpula, foram assinadas quatro declarações, destacando a regulamentação da IA e críticas ao protecionismo.
  • A declaração sobre IA considera a tecnologia uma oportunidade histórica e defende que a governança global deve atender às necessidades dos países do Sul Global.
  • Em saúde, os membros do Brics se comprometeram a fortalecer sistemas de saúde e eliminar barreiras sociais ao acesso equitativo.
  • A declaração principal critica medidas protecionistas que ameaçam o comércio global e aborda a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os líderes do Brics se reuniram neste domingo, 6, no Rio de Janeiro, para discutir temas cruciais como comércio internacional, saúde e governança da Inteligência Artificial (IA). Durante a cúpula, foram assinadas quatro declarações, destacando a necessidade de regulamentação da IA e críticas ao protecionismo.

A declaração sobre IA enfatiza que o Brics vê a tecnologia como uma oportunidade histórica para o desenvolvimento. O texto ressalta que a governança global da IA deve mitigar riscos e atender às necessidades dos países, especialmente os do Sul Global. O governo brasileiro, que liderou as discussões, considera o tema de extrema importância e espera que a IA continue na agenda do grupo sob a presidência da Índia.

Em relação à saúde, a declaração afirma que a eliminação das Doenças Socialmente Determinadas (DSDs) requer uma ação robusta e coordenada. Os membros do Brics se comprometeram a fortalecer os sistemas de saúde e a enfrentar barreiras sociais ao acesso equitativo. As iniciativas incluem melhorar o acesso a áreas remotas e combater a pobreza.

Comércio e Geopolítica

A declaração principal, com mais de 100 parágrafos, aborda questões de comércio internacional e conflitos globais. O texto critica a proliferação de medidas protecionistas, afirmando que isso ameaça o comércio global e desorganiza cadeias de suprimentos. Os líderes expressaram preocupações com tarifas unilaterais que distorcem o comércio, destacando a necessidade de um sistema multilateral mais coeso.

Os pontos sensíveis em geopolítica foram tratados com diplomacia, evitando menções diretas a países como os Estados Unidos e Israel. A cúpula também abordou a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a situação humanitária em Gaza, buscando um consenso em temas delicados.

As reuniões de trabalho do Brics continuarão na segunda-feira, 7, com discussões sobre Meio Ambiente e Saúde Global. Um fórum empresarial entre Brasil e Índia está agendado, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. A expectativa é de que a cúpula resulte em um comunicado abrangente sobre diversos temas, incluindo críticas ao protecionismo e apoio ao Estado palestino.

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