- O Brics, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Irã, superou divergências geopolíticas na cúpula realizada no Rio de Janeiro.
- A declaração final expressou apoio à Palestina para se tornar membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) e reafirmou o compromisso com a solução de dois Estados.
- O Irã, que não reconhece Israel, aceitou a posição do Brics sobre a questão, conforme informou uma fonte do governo brasileiro.
- O Brasil também enfrenta desafios com novos membros, como Egito e Arábia Saudita, que têm laços com os Estados Unidos.
- A diversidade de opiniões no grupo é vista como uma oportunidade para contribuir na resolução de conflitos globais.
Um dos principais desafios enfrentados pelos negociadores na cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, foi superar divergências geopolíticas significativas. O grupo, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e agora o Irã, discutiu a posição do novo membro em relação a Israel e à solução de dois Estados.
Na declaração final, confirmada por fontes oficiais, foi expresso o apoio ao pleito da Palestina para se tornar membro pleno da ONU e o compromisso com a solução de dois Estados. Essa decisão reflete a diversidade de opiniões dentro do Brics, que agora conta com países com diferentes posturas em relação a Israel.
A inclusão do Irã no grupo em 2023 trouxe à tona questões delicadas. O país, que não reconhece Israel, teve que aceitar a posição já estabelecida do Brics sobre a solução de dois Estados. Segundo uma fonte do governo brasileiro, o Irã “comprou o pacote completo” ao se juntar ao grupo. As negociações foram desafiadoras, especialmente após os recentes ataques ao Irã, que buscou endurecer os termos da declaração.
Desafios e Oportunidades
Além das tensões com o Irã, o Brasil enfrenta desafios com outros novos membros, como Egito e Arábia Saudita, que mantêm laços estreitos com os Estados Unidos. A declaração final da cúpula, que não menciona Israel ou os EUA, reflete a complexidade das relações entre os países do Brics.
Para o governo brasileiro, a diversidade de posições dentro do grupo é vista como uma oportunidade positiva. A fonte destacou que a incorporação de países como o Irã pode contribuir para a resolução de conflitos globais, reforçando a relevância do Brics como um ator global.