- A XVII Cúpula do Brics ocorreu no Rio de Janeiro entre os dias 4 e 6 de novembro.
- A declaração final foi considerada fraca, sem apoio significativo para a aspiração do Brasil ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Críticas a Israel e à Rússia foram feitas, mas a atuação russa na Ucrânia não foi abordada.
- Apenas China e Rússia apoiaram as aspirações do Brasil, enquanto a África do Sul se absteve.
- A cúpula trouxe avanços em inteligência artificial e compromisso com um sistema tributário internacional justo, além de reafirmar a necessidade de ações contra a mudança climática.
A XVII Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, terminou com uma declaração final considerada fraca, sem apoio robusto para a aspiração do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU. O encontro, que ocorreu entre os dias 4 e 6 de novembro, viu a inclusão de novos membros, como Arábia Saudita e Egito, o que gerou expectativas sobre a influência do grupo.
A declaração, divulgada pelo Itamaraty, não apresentou um manifesto forte contra os Estados Unidos, que, sob a administração de Donald Trump, intensificou uma guerra comercial global. A presença de países aliados aos EUA no Brics resultou em um posicionamento mais ameno, mesmo diante das ameaças de tarifas adicionais por parte de Trump a nações que se alinham ao grupo.
Críticas a Israel e à Rússia foram mencionadas, mas a atuação russa na Ucrânia não foi abordada. A ambição do Brasil de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU também não recebeu o apoio esperado. Apenas China e Rússia manifestaram respaldo às aspirações brasileiras e indianas, enquanto a África do Sul se absteve.
Temas em Destaque
Apesar das limitações, a cúpula trouxe avanços em áreas como inteligência artificial e um compromisso com um sistema tributário internacional justo. O grupo reconheceu a importância da agricultura sustentável e da produção por comunidades locais, além de reafirmar a necessidade de uma governança global para a tecnologia.
A declaração também abordou a COP 30, reiterando o compromisso com o Acordo de Paris e convocando os países a intensificarem seus esforços contra a mudança climática. Contudo, a expectativa é que uma declaração separada sobre o tema seja divulgada posteriormente, já que o texto final não atendeu às ambições brasileiras.
A ampliação do Brics, embora promissora, resultou em uma perda de objetividade, conforme apontado por diplomatas e especialistas. A falta de uma posição mais firme em questões globais importantes evidencia os desafios que o grupo enfrenta em sua nova configuração.
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