- O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) para cerca de 76 mil imigrantes de Honduras e Nicarágua.
- A revogação das proteções entra em vigor em 6 de setembro e afeta aproximadamente 72 mil hondurenhos e 4 mil nicaraguenses.
- O TPS foi criado para proteger imigrantes em situações de crise, como desastres naturais e instabilidade política.
- A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que as condições nos países melhoraram, mas o DHS recomenda cautela em viagens a essas nações devido à criminalidade.
- Organizações de direitos humanos expressaram preocupação com o impacto da decisão, que pode afetar famílias que construíram suas vidas nos Estados Unidos.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) para aproximadamente 76 mil imigrantes de Honduras e Nicarágua. A revogação, que entrará em vigor em 6 de setembro, afeta cerca de 72 mil hondurenhos e 4 mil nicaraguenses que residem nos EUA desde 1999, após desastres naturais e instabilidade em seus países.
O TPS foi criado para proteger imigrantes em situações de crise, como guerras e catástrofes. No caso de Honduras e Nicarágua, muitos beneficiários se basearam na devastação causada pelo furacão Mitch em 1998, que resultou em mais de 10 mil mortes. A decisão de encerrar o programa contrasta com a administração anterior de Joe Biden, que havia renovado o TPS até 2026, citando a continuidade dos efeitos do furacão e a instabilidade política.
Justificativas do DHS
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que as condições nos países melhoraram e que o TPS deveria ser temporário. No entanto, o DHS recomenda que os cidadãos americanos reconsiderem viagens a Honduras e Nicarágua devido à criminalidade e ao risco de detenções arbitrárias. Críticos, como o opositor nicaraguense Gabriel Putoy, argumentam que não há condições seguras para o retorno, citando a repressão política sob o governo de Daniel Ortega.
Desde 2018, mais de 600 mil nicaraguenses deixaram seu país em busca de segurança. A decisão do DHS também se insere em um contexto mais amplo de restrições à imigração, com o fim do TPS para meio milhão de haitianos e 350 mil venezuelanos.
Reações e Impactos
Organizações de direitos humanos expressaram preocupação com as consequências da revogação do TPS. A Coalizão de Imigrantes da Flórida (FLIC) alertou que o fim do programa pode devastar famílias que construíram suas vidas nos EUA. A insegurança em Honduras, agravada por gangues, e os efeitos das mudanças climáticas na agricultura continuam a forçar a migração, deixando a situação dos imigrantes em um estado de incerteza.
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