- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se reuniram em Brasília no dia sete de julho.
- Durante o encontro, foram assinados seis acordos bilaterais nas áreas de segurança pública e energia.
- O objetivo é triplicar o comércio entre Brasil e Índia, atualmente em doze bilhões de dólares, para vinte bilhões de dólares em cinco anos.
- Lula destacou a importância de diversificar as exportações brasileiras e Modi se comprometeu a reduzir barreiras tarifárias.
- Os acordos incluem cooperação em energia renovável e promoção do etanol como combustível menos poluente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se reuniram em Brasília nesta terça-feira, 7, para discutir a ampliação do comércio bilateral. Durante o encontro, foram assinados seis acordos em áreas como segurança pública e energia, com o objetivo de triplicar o comércio, atualmente em US$ 12 bilhões.
Lula enfatizou a necessidade de diversificar as exportações brasileiras para a Índia, que ainda não está entre os dez principais destinos das vendas externas do Brasil. O presidente brasileiro destacou que o comércio bilateral é insatisfatório e propôs aumentar as trocas comerciais, buscando alcançar US$ 20 bilhões em cinco anos. Modi, por sua vez, concordou em trabalhar para reduzir barreiras tarifárias que dificultam o intercâmbio.
Acordos e Colaboração
Os acordos firmados abrangem cooperação em energia renovável, combate ao terrorismo e segurança pública. Lula também mencionou a disposição da Embraer em abrir uma linha de produção na Índia, atendendo à demanda da Força Aérea indiana por novos modelos de transporte. Além disso, Brasil e Índia estão colaborando na promoção do etanol como combustível menos poluente, com a expectativa de que o Brasil não apenas abra seu mercado, mas também venda tecnologia para o setor automotivo indiano.
O presidente brasileiro criticou as recentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tarifas adicionais a países que se unirem ao Brics, reafirmando que os países do bloco não aceitam intromissões em suas decisões soberanas. Lula também expressou solidariedade à Índia em relação a atentados terroristas na região da Caxemira.
Perspectivas Futuras
A aproximação entre Brasil e Índia reflete uma estratégia de integração defendida por Lula, que já havia sido abordada em cúpulas anteriores. O presidente brasileiro ressaltou que ambos os países têm mercados consumidores em expansão e empresários dinâmicos, o que torna a parceria estratégica. A expectativa é que os acordos contribuam para o desenvolvimento econômico e a cooperação em áreas essenciais, promovendo um intercâmbio mais robusto e diversificado entre as duas nações.
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