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Israel ataca prisão de Evin e transforma símbolo de opressão em resistência

Ataque aéreo em Evin gera caos e mortes, incluindo prisioneiros e visitantes; desaparecimento de detentos transgêneros agrava a situação.

O Irã afirmou que 79 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque de Evin (Foto: Arash Khamooshi / The New York Times)
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  • Um ataque aéreo israelense na prisão de Evin, em Teerã, ocorreu em 23 de junho e resultou em 79 mortes, incluindo prisioneiros e visitantes.
  • O ataque, o mais mortal em 12 dias de conflito entre Israel e Irã, causou desabamentos e destruição em áreas lotadas da prisão.
  • Cerca de 100 detentos transgêneros estão desaparecidos, com autoridades presumindo que tenham morrido.
  • O Exército de Israel não comentou, mas autoridades israelenses consideraram o ataque simbólico, enquanto ativistas criticaram a ação.
  • Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, pediram a libertação imediata de prisioneiros políticos, e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos chamou o ataque de grave violação do direito internacional.

Prisão de Evin em Teerã sofre ataque aéreo israelense, resultando em dezenas de mortes

Um ataque aéreo israelense na prisão de Evin, em Teerã, no dia 23 de junho, deixou 79 mortos e muitos feridos, incluindo prisioneiros e visitantes. O incidente gerou condenação e protestos em todo o Irã, transformando a prisão, símbolo de opressão, em um novo foco de resistência contra Israel.

Os danos foram devastadores. Tetos e paredes desabaram, enquanto papéis e arquivos foram espalhados entre os escombros. O ataque, considerado o mais mortal em 12 dias de conflito entre Israel e Irã, atingiu áreas lotadas, incluindo o centro de visitantes e a enfermaria da prisão. Entre os mortos estavam familiares de prisioneiros, assistentes sociais e até uma criança de 5 anos.

Cerca de 100 detentos transgêneros estão desaparecidos, com autoridades afirmando que são presumivelmente mortos. O advogado de direitos humanos Reza Shafakhah destacou que o governo iraniano frequentemente criminaliza a transgeneridade. O promotor-chefe da prisão, Ali Ghanaatkar, e um assistente também foram mortos no ataque.

O Exército de Israel não comentou sobre o ataque, mas autoridades israelenses o descreveram como “simbólico”. O Ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, insinuou que o ataque poderia ser uma retaliação a mísseis iranianos. No entanto, ativistas e familiares de prisioneiros criticaram a ação, afirmando que demonstrou desrespeito pela vida dos detentos.

Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, classificou o ataque como um “crime de guerra”. O empresário iraniano-americano Siamak Namazi, que passou anos detido em Evin, afirmou que os prisioneiros se sentem entre “duas lâminas de uma tesoura”: o regime opressor e a força estrangeira que os bombardeia.

A Anistia Internacional pediu a libertação imediata de prisioneiros políticos, enquanto o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos chamou o ataque de “grave violação do direito internacional”. O caos na prisão foi descrito por sobreviventes, que relataram explosões, fumaça e desespero, com prisioneiros tentando ajudar uns aos outros em meio aos escombros.

Os relatos de familiares e prisioneiros revelam a gravidade da situação. A prisão de Evin, que já foi um símbolo de opressão, agora se torna um novo grito de resistência contra a violência e a injustiça, tanto interna quanto externa.

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