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Lula responde a Trump e reafirma a força e autonomia do Brics diante das ameaças

Lula defende soberania do Brics e propõe parcerias comerciais com a Índia, visando aumentar o comércio bilateral para R$ 45 bilhões.

Lula recebeu Narendra Modi em Brasília (DF) nesta terça-feira 8. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou as ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no dia oito de agosto.
  • Lula afirmou que não aceitará interferências nas decisões soberanas dos países do bloco Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
  • O presidente brasileiro criticou a comunicação de Trump, destacando que ameaças pela internet não são adequadas para um líder de uma potência.
  • Lula defendeu a inclusão do Brasil e da Índia como membros permanentes no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e enfatizou a importância do multilateralismo.
  • O presidente também propôs o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Índia, com o comércio bilateral podendo alcançar R$ 45 bilhões, e mencionou parcerias entre a Embraer e empresas indianas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua posição contra as ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta terça-feira, 8. Lula destacou que não aceitará interferências nas decisões soberanas dos países do Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ele criticou a sugestão de Trump de impor tarifas de 10% sobre nações que se alinhassem ao bloco, afirmando que os países do Brics são soberanos e têm o direito de responder a tais ameaças.

Durante a coletiva, Lula também criticou a comunicação de Trump, sugerindo que ameaças pela internet não são adequadas para um líder de uma potência como os EUA. O presidente brasileiro enfatizou a importância do multilateralismo e lamentou a crescente tensão militar no mundo, fazendo referência aos ensinamentos de Mahatma Gandhi sobre pacifismo.

Relações Brasil-Índia

Lula aproveitou a oportunidade para defender a inclusão do Brasil e da Índia como membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU, considerando inaceitável que países com a relevância dos dois não tenham assentos permanentes. Ele argumentou que ambos são aliados naturais na luta contra a fome, a pobreza e as mudanças climáticas.

O presidente também incentivou o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Índia. O comércio bilateral, que totalizou apenas 12 bilhões de dólares no último ano, tem potencial para alcançar 45 bilhões de dólares. Lula destacou que aumentar o fluxo comercial é uma prioridade, com mais de 70 missões comerciais realizadas na Índia desde a cúpula do G20 em setembro de 2023.

Parcerias e Acordos

Além disso, Lula mencionou a possibilidade de parcerias entre a Embraer e empresas indianas para a venda de aviões comerciais e militares. Ele expressou a disposição da Embraer em consolidar sua presença na Índia, oferecendo transferência de tecnologia e formação profissional. O presidente brasileiro também defendeu a ampliação do acordo Mercosul-Índia, que atualmente cobre apenas 14% das exportações brasileiras para o país asiático, como uma forma de reduzir barreiras comerciais.

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