- A Grécia suspendeu a análise de pedidos de asilo de migrantes da África do Norte por três meses devido a um aumento de 350% nas chegadas.
- O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que novos migrantes serão detidos para combater o tráfico de pessoas.
- Mais de 2.000 migrantes desembarcaram na ilha de Creta recentemente, totalizando 9.000 chegadas desde o início de 2025.
- O governo grego enfrenta dificuldades logísticas, com migrantes alojados temporariamente em um mercado, incluindo famílias com crianças.
- O ministro da Migração, Thanos Plevris, declarou que a mensagem é clara: “fiquem onde estão, não os aceitamos”.
A Grécia anunciou a suspensão da análise de pedidos de asilo de migrantes da África do Norte por três meses, em resposta a um aumento de 350% nas chegadas. O primeiro-ministro conservador Kyriakos Mitsotakis afirmou que novos arrivados serão detidos e que a medida visa enviar uma mensagem clara aos traficantes de que suas operações podem ser frustradas. Ele destacou que a situação de emergência exige respostas imediatas.
Nos últimos dias, mais de 2.000 migrantes desembarcaram na ilha de Creta, elevando o total de chegadas desde o início de 2025 para 9.000. O presidente da Associação de Pessoal da Guarda Costeira de Creta, Vasilis Katsikandarakis, expressou preocupação, afirmando que a imigração está “sufocando” as autoridades locais. O governo grego enfrenta dificuldades logísticas, com muitos migrantes sendo alojados temporariamente em um mercado, incluindo famílias com crianças.
Medidas e Reações
O governo grego planeja apresentar um projeto de lei ao parlamento para formalizar as novas diretrizes. O ministro da Migração, Thanos Plevris, reiterou que a mensagem é clara: “fiquem onde estão, não os aceitamos”. A situação se agrava com a pressão sobre a infraestrutura de acolhimento, que não consegue atender ao fluxo crescente de migrantes.
Recentemente, ministros de Grécia, Itália e Malta tentaram discutir a crise migratória na Líbia, mas foram impedidos de entrar no país. Mitsotakis afirmou que o exército grego está preparado para colaborar com as autoridades líbias para impedir a saída de embarcações. Organizações não governamentais criticam os esforços da Europa para firmar acordos com a Líbia, destacando as condições desumanas enfrentadas por migrantes em campos de detenção. A Anistia Internacional condenou a abordagem europeia, ressaltando a falta de respeito pela dignidade dos migrantes.
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