- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, denunciou “atrocidades” cometidas por Israel na Faixa de Gaza durante um pronunciamento em conjunto com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.
- Lula defendeu a “solução de dois Estados” para o conflito entre israelenses e palestinos e ressaltou a importância do reconhecimento do Estado palestino.
- Ele pediu a inclusão da Palestina como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir a paz na região.
- O presidente também comentou sobre a guerra na Ucrânia, enfatizando que o diálogo é a única solução para a crise.
- Lula não se pronunciou sobre a morte de uma brasileira na Indonésia, que gerou controvérsia, e encerrou o discurso sem responder perguntas da imprensa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou, nesta quarta-feira (9), as “atrocidades” cometidas por Israel na Faixa de Gaza. A declaração ocorreu durante um pronunciamento conjunto com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Lula afirmou que ambos os países têm se posicionado contra as violações de direitos humanos na região.
Em seu discurso, o presidente brasileiro defendeu a “solução de dois Estados” como forma de resolver o conflito entre israelenses e palestinos. Ele destacou a importância do reconhecimento do Estado palestino e a necessidade de sua inclusão como membro pleno da ONU. Lula enfatizou que essa medida é crucial para garantir a simetria necessária para a paz.
Além de abordar a situação em Gaza, Lula também comentou sobre a guerra na Ucrânia, que nesta quarta-feira registrou um aumento significativo de ataques aéreos. O presidente brasileiro reiterou que o diálogo é a única saída para a crise, alinhando-se à posição da Indonésia.
O discurso de Lula também incluiu a defesa do multilateralismo e iniciativas para combater a fome. Ele propôs a ampliação das parcerias comerciais entre Brasil e Indonésia, além de fortalecer laços entre o Mercosul e a ASEAN, bloco que reúne países do sudeste asiático.
Por fim, Lula optou por não comentar sobre a morte de uma brasileira na Indonésia, que gerou controvérsia devido à alegação de negligência nas operações de resgate. O pronunciamento foi encerrado sem a possibilidade de perguntas da imprensa.
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