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Site pró-Israel identifica estudantes protestantes para investigação, diz oficial da ICE

Oficial da ICE confirma que investigações de estudantes pró-Palestina se baseiam em lista do Canary Mission, levantando questões legais.

Foto: Reprodução
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  • Um oficial da Imigração e Controle de Fronteiras dos Estados Unidos (ICE) revelou em tribunal que a maioria dos nomes de estudantes investigados pela agência foi retirada do site Canary Mission.
  • O site tem como objetivo criar listas negras de indivíduos pró-Palestina e documentar aqueles que apoiam boicotes a Israel.
  • O oficial Peter Hatch afirmou que mais de setenta e cinco por cento dos nomes na lista de investigação vieram do Canary Mission, totalizando mais de cinco mil nomes.
  • A criação de uma equipe chamada “Tiger Team” foi uma resposta ao aumento da carga de trabalho, com analistas sendo deslocados de outras áreas para investigar protestos estudantis.
  • O julgamento busca esclarecer a legalidade da política de deportação ideológica da administração Trump e o uso de informações de terceiros para investigar estudantes.

Um oficial da Imigração e Controle de Fronteiras dos EUA (ICE) revelou em tribunal que a maioria dos nomes de estudantes investigados pela agência foi retirada do site Canary Mission, que visa criar listas negras de indivíduos pró-Palestina. A declaração ocorreu durante um julgamento em Boston sobre a política de deportação ideológica da administração Trump, que, segundo professores universitários, tem restringido a liberdade de expressão política.

O oficial Peter Hatch, da divisão de Investigações de Segurança Nacional do ICE, afirmou que, em março, recebeu uma lista de nomes para investigação, sendo que mais de 75% deles provinham do Canary Mission. Este site, que se autodenomina um monitor de indivíduos que promovem ódio contra os EUA, Israel e judeus, também documenta aqueles que apoiam boicotes a Israel. Hatch mencionou que a lista continha mais de 5.000 nomes, que foram analisados por sua equipe.

A criação de uma equipe chamada “Tiger Team” foi uma resposta ao aumento da carga de trabalho, com analistas sendo deslocados de áreas como contraterrosmo e crimes cibernéticos para investigar protestos estudantis. Hatch destacou que, embora o Canary Mission tenha sido uma fonte significativa, sua equipe não aceitou as informações do site sem verificação, realizando investigações próprias sobre os indivíduos listados.

O julgamento busca esclarecer se uma política de deportação ideológica realmente existe e se ela é legal. A prática de usar informações de um site de terceiros para investigar estudantes levanta sérias questões sobre a legalidade e a ética dessa abordagem, especialmente em relação à liberdade de expressão no ambiente acadêmico.

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