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Itália é acusada de mentir após libertar general libio procurado por crimes de guerra

Tensão aumenta entre a Líbia e a União Europeia após expulsão de delegação e revelações sobre o caso do general Osama Almasri.

O general libio Osama Almasri, a sua chegada a Trípoli no dia 21 de janeiro, em um avião do Estado italiano. (Foto: Reprodução)
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  • Desde 2017, a União Europeia (UE) financia a Líbia para conter a migração irregular pelo mar, mas a relação se deteriorou.
  • Novas evidências indicam que o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, mentiu sobre o caso do general Osama Almasri, acusado de crimes de guerra.
  • Documentos mostram que o gabinete de Nordio sabia do arresto de Almasri um dia antes do que foi informado publicamente.
  • A Líbia expulsou uma delegação da UE, incluindo ministros de Interior da Itália, Grécia e Malta, durante uma visita para discutir controle de imigração.
  • A situação se complica com a investigação sobre Almasri envolvendo altos membros do governo italiano, enquanto a Líbia se afasta da cooperação com a UE.

Desde 2017, a União Europeia (UE) financia a Líbia para conter a migração irregular pelo mar, mas a relação entre os dois lados se tornou cada vez mais conturbada. Recentemente, novas evidências surgiram sobre o caso do general libanês Osama Almasri, acusado de crimes de guerra. O ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, é acusado de mentir sobre o caso, o que gerou uma onda de críticas e pedidos de sua demissão.

Documentos revelam que o gabinete de Nordio tinha conhecimento do arresto de Almasri um dia antes do que foi admitido publicamente. O governo italiano, segundo a imprensa, ignorou uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) e facilitou a fuga do general, que foi libertado após três dias de detenção em Turim. O TPI reagiu com indignação, considerando que a Itália violou suas obrigações internacionais.

Tensão entre Itália e Líbia

A situação se agravou ainda mais com a expulsão de uma delegação da UE em Bengasi, que incluía ministros de Interior de Itália, Grécia e Malta. A visita tinha como objetivo discutir o controle da imigração, mas a expulsão indica um crescente descontentamento da Líbia com a Europa. A delegação foi considerada persona non grata, o que levanta preocupações sobre a cooperação futura entre os países.

O governo líbio, sob controle do general Khalifa Haftar, não se mostrou satisfeito com os acordos anteriores com a Itália. A presença de jornalistas durante a visita da delegação europeia foi vista como uma tentativa de legitimar o governo de Haftar, o que gerou ainda mais tensão. A situação é alarmante, especialmente com o aumento das chegadas de migrantes à Europa, que já somam mais de 31 mil em 2024.

A investigação sobre o caso Almasri está em fase final e envolve altos membros do governo italiano, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni. A pressão internacional sobre a Itália aumenta, enquanto a Líbia se distancia da cooperação com a UE, evidenciando um cenário complexo e volátil na região.

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