- Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, superou uma mocão de censura na Eurocâmara em 12 de outubro, com 360 votos contra 175.
- A proposta, impulsionada por forças de extrema direita, foi rejeitada, mas Von der Leyen fez concessões para garantir apoio.
- Entre as promessas, está a manutenção de um fundo social no próximo orçamento plurianual.
- O apoio à mocão veio principalmente de grupos de direita, como o Patriots, que inclui eurodeputados do Vox.
- A votação evidenciou a fragilidade da coalizão proeuropeia, com a confiança entre os partidos em baixa.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, superou uma mocão de censura na Eurocâmara nesta quinta-feira, 12 de outubro, com 360 votos contra 175. A proposta, impulsionada por forças de extrema direita, foi rejeitada, mas não sem consequências para a líder europeia.
Para garantir apoio, Von der Leyen fez concessões, incluindo a promessa de manter um fundo social no próximo orçamento plurianual. A votação, que exigia uma maioria de dois terços, não obteve os 361 votos necessários. A iniciativa foi apresentada pelo eurodeputado Gheorge Piperea, do grupo Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), mas apenas 39 dos 78 membros de sua formação apoiaram a proposta.
O apoio à mocão veio principalmente de grupos mais à direita, como o Patriots, que inclui eurodeputados do Vox. A presidente do grupo Socialistas e Demócratas (S&D), Iratxe García, afirmou que o voto contra a mocão não significa apoio irrestrito à Comissão, expressando preocupação com os “guiños” de Von der Leyen a líderes de extrema direita, como a italiana Giorgia Meloni.
Concessões e Tensão Política
A rejeição da mocão não aliviou a pressão sobre Von der Leyen. A líder europeia enfrentou críticas por seus acordos com a extrema direita e a necessidade de restaurar a confiança entre as forças proeuropeias. O grupo liberal Renew também se manifestou, afirmando que seu voto contra a mocão não é um “cheque em branco” para a Comissão.
Em resposta à situação, Von der Leyen se reuniu com líderes de grupos que a apoiaram em sua reeleição, buscando fortalecer alianças. A inclusão do Fundo Social Europeu Plus (FSE+) nas negociações do orçamento é uma das promessas feitas para apaziguar as tensões.
A votação e suas repercussões destacam a fragilidade da coalizão proeuropeia na Eurocâmara, onde a confiança entre os partidos está mais abalada do que nunca. A próxima semana será crucial, com a apresentação da proposta orçamentária pela Comissão, onde as promessas de Von der Leyen serão testadas.
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