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França estabelece acordo histórico para autonomia da Nova Caledônia no Pacífico Sul

A Nova Caledônia avança rumo à autonomia com acordo que reconhece um "Estado da Nova Caledônia" na Constituição francesa.

Mulher com vestido tradicional segura uma bandeira Kanak no distrito de Dumbea, em Noumea, no território francês do Pacífico da Nova Caledônia, em 24 de setembro de 2024 (Foto: Sebastien Bozon/AFP)
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  • O governo francês anunciou um acordo histórico para reconhecer um “Estado da Nova Caledônia” na Constituição da França.
  • O pacto foi assinado por dezoito delegados do Congresso local e pelo ministro francês dos Territórios Ultramarinos, Manuel Valls.
  • O acordo estabelece a criação de uma nacionalidade caledoniana e permite a dupla nacionalidade, mas não garante assento na Organização das Nações Unidas (ONU).
  • Para entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado pelas delegações caledonianas e aprovado pelo Parlamento francês até o final do ano, com um referendo local agendado para fevereiro de 2026.
  • O presidente da República, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro, François Bayrou, elogiaram o pacto, que visa promover a estabilidade na região.

O governo francês anunciou neste sábado que forças políticas da Nova Caledônia chegaram a um acordo histórico para reconhecer um “Estado da Nova Caledônia” na Constituição da França. Após 10 dias de negociações, o pacto foi assinado por 18 delegados do Congresso local e pelo ministro francês dos Territórios Ultramarinos, Manuel Valls.

O acordo permitirá que a Nova Caledônia, que continua sob a soberania francesa, seja reconhecida internacionalmente. O rascunho de 13 páginas estabelece a criação de uma nacionalidade caledoniana, com a possibilidade de dupla nacionalidade para residentes que atendam a certos critérios. Contudo, o novo estado não terá assento na ONU.

Processo de Validação

Para que o acordo entre em vigor, ele precisa ser ratificado pelas delegações caledonianas e, posteriormente, aprovado nas duas câmaras do Parlamento francês. A votação está prevista para o final do ano, com um referendo local agendado para fevereiro de 2026. O objetivo é encerrar os conflitos violentos que marcaram a história recente do território, incluindo os distúrbios de maio de 2024, que resultaram em 14 mortes.

O deputado não independentista Nicolas Metzdorf destacou que o acordo representa um status dentro da França, mantendo os caledônios como cidadãos franceses. O presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou o acordo como um marco, enquanto Valls enfatizou que ele oferece mais soberania à Nova Caledônia e estabelece uma base para a reconstrução política, econômica e social da região.

Expectativas Futuras

Movimentos políticos locais favoráveis à permanência da Nova Caledônia na França celebraram o acordo, afirmando que ele abre caminho para uma nova era de estabilidade. O primeiro-ministro francês, François Bayrou, expressou seu orgulho pelo pacto, que promete fortalecer os laços entre Paris e Nouméa. A expectativa é que essa nova estrutura política contribua para a paz e a harmonia no território, que se localiza a 16 mil km da França continental.

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