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Mulher é presa por contrabandear bebê para o Reino Unido com história falsa

Mulher é presa no Aeroporto de Gatwick após retornar da Nigéria com bebê, revelando esquema de tráfico e falsificação de documentos.

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  • Uma mulher foi presa no Aeroporto de Gatwick ao retornar da Nigéria com uma bebê, revelando um esquema de tráfico de crianças.
  • A prisão ocorreu após investigações que indicaram falsificação de documentos e envolvimento em uma rede de “fábricas de bebês”.
  • A mulher, residente em West Yorkshire, alegou estar grávida, mas exames mostraram que ela tinha um tumor.
  • Testes de DNA confirmaram que não havia relação genética entre ela e a criança, que foi colocada sob cuidados temporários.
  • O juiz decidiu que a bebê seria adotada, considerando o impacto emocional da situação, enquanto o governo britânico reforçou o combate ao tráfico de crianças.

Uma mulher identificada como Susan foi presa no Aeroporto de Gatwick ao retornar da Nigéria com uma bebê, revelando uma complexa trama de tráfico de crianças. A prisão ocorreu após investigações que indicaram falsificação de documentos e a possibilidade de envolvimento em uma rede de “fábricas de bebês”.

Susan, que residia em West Yorkshire, havia afirmado ao médico que estava grávida, o que foi desmentido por exames que revelaram um tumor. Após viajar para a Nigéria em junho de 2024, ela voltou ao Reino Unido com a bebê, chamada de Eleanor, e foi imediatamente detida pela polícia. A criança foi colocada sob cuidados de um lar temporário.

A investigação revelou que Susan e seu marido tentaram enganar as autoridades, apresentando documentos falsos e alegando que a bebê era fruto de um tratamento de fertilidade. No entanto, testes de DNA mostraram que não havia relação genética entre Susan e Eleanor. A mulher insistiu que os resultados eram errôneos, alegando ter utilizado óvulos e esperma de doadores.

Fábricas de Bebês

A assistente social Henrietta Coker, encarregada de investigar o caso, descobriu que a clínica onde Susan alegou ter feito o tratamento não tinha registros dela. Coker também encontrou condições precárias no local onde Susan afirmou ter dado à luz. A prática de “baby farming” é comum na Nigéria, onde muitas mulheres são forçadas a dar à luz repetidamente.

O juiz do caso, Recorder William Tyler KC, determinou que Susan e seu marido haviam criado uma “mentira fundamental” sobre a origem de Eleanor. Ele decidiu que a criança seria colocada para adoção, considerando o impacto emocional que a situação causou a ela. A bebê, atualmente em um lar temporário, receberá uma nova identidade e nacionalidade britânica após a adoção.

Preocupação com o Tráfico

Coker alertou que casos semelhantes têm se tornado frequentes, com pelo menos doze investigações de tráfico de crianças desde a pandemia. A prática de compra e venda de bebês é uma preocupação crescente, levando o governo britânico a restringir adoções da Nigéria devido a evidências de tráfico organizado.

Patricia Durr, CEO da ECPAT, uma organização anti-tráfico, destacou a gravidade desses casos, que negam o direito à identidade das crianças. O governo britânico reafirmou seu compromisso em combater a entrada ilegal de crianças no país, alertando que falsificar a paternidade é crime.

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