- O escritor russo Boris Akunin foi condenado à revelia a 14 anos de prisão por apologia ao terrorismo.
- A decisão foi anunciada em 14 de julho de 2025, após um tribunal militar considerar Akunin culpado por uma publicação no Telegram de 2014.
- Ele já era rotulado como “agente estrangeiro” e estava na lista de “terroristas e extremistas” por sua oposição ao governo de Vladimir Putin.
- Em resposta à condenação, Akunin ironizou a situação em sua página no Facebook, afirmando que retornaria às redes sociais em 2043.
- Apesar do exílio, ele continua sendo um dos autores mais populares da Rússia, segundo pesquisa do jornal Vedomosti.
O escritor russo Boris Akunin, crítico do governo de Vladimir Putin e exilado desde 2014, foi condenado à revelia a 14 anos de prisão por apologia ao terrorismo. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (14) por agências de notícias estatais, que informaram que um tribunal militar o considerou culpado por uma publicação no Telegram de 2014, onde defendia uma revolução na Rússia.
Akunin, cujo nome verdadeiro é Grigori Tchkhartichvili, já figurava na lista de “terroristas e extremistas” e era rotulado como “agente estrangeiro” por sua oposição ao Kremlin e à invasão da Ucrânia. Além da condenação, ele foi acusado de “contribuir para atividades terroristas” e de não cumprir obrigações de informação como agente estrangeiro.
Em resposta à condenação, Akunin ironizou a decisão em sua página no Facebook, afirmando que sua próxima publicação nas redes sociais ocorreria em 2043, ou “talvez um pouco antes, pouco depois de Putin ser eleito para um sétimo mandato”. Ele ainda brincou que retornaria “em plena forma, aos 87 anos, completamente reeducado”.
Apesar de viver fora da Rússia, Akunin continua sendo um dos autores mais populares do país, conforme uma pesquisa recente do jornal Vedomosti. Desde a anexação da Crimeia, ele se tornou uma voz proeminente contra a repressão do governo russo, que atualmente inclui cerca de mil pessoas na lista de “agentes estrangeiros”.
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