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Médica é acusada de acessar celular de amante falecido em hospital

Médica apaga provas em caso de assassinato, enquanto marido contrata executor após descobrir traição. Prisões ocorrem na operação Inimigo Íntimo.

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  • Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, foi esfaqueado em um bar em Sorriso, Mato Grosso, e faleceu após ser internado.
  • O crime, inicialmente tratado como uma briga, envolveu traição e vingança.
  • A médica Sabrina de Mello foi presa por apagar provas no celular da vítima a mando de seu marido, Gabriel Tacca, que contratou Danilo Guimarães para executar o crime.
  • Imagens de câmeras de segurança mostram Sabrina entrando no hospital vestida com uniforme médico logo após a internação de Ivan.
  • A polícia continua a investigação e a defesa de Sabrina aguarda acesso ao inquérito.

Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, foi esfaqueado em um bar em Sorriso (MT) e faleceu após ser internado. O crime, inicialmente considerado uma briga, revelou um enredo de traição e vingança. A médica Sabrina de Mello, que apagou provas no celular da vítima a mando de seu marido, Gabriel Tacca, foi presa na operação Inimigo Íntimo.

A investigação da Polícia Civil apontou que Gabriel, ao descobrir um suposto relacionamento entre Sabrina e Ivan, contratou Danilo Guimarães para executar o crime. Na terça-feira, 15 de outubro, Gabriel e Danilo foram detidos, enquanto Sabrina é investigada por fraude processual. Ela teria acessado o celular de Ivan no hospital para eliminar mensagens e fotos que poderiam incriminá-la.

Imagens de câmeras de segurança mostram Sabrina, vestida com uniforme médico, entrando no hospital logo após a internação de Ivan. Ele havia sido atacado com facadas em março e, após complicações, faleceu em abril. Inicialmente, Gabriel alegou que a situação era uma briga motivada por álcool, mas a investigação desmascarou essa versão.

A relação entre os envolvidos era mais complexa do que aparentava. Ivan era amigo do dono da distribuidora onde ocorreu o crime e mantinha um relacionamento com a esposa dele, Sabrina. A polícia constatou que a médica usou sua posição para acessar o celular da vítima e apagar provas, dificultando as investigações. O celular foi entregue à família três dias depois, já sem os arquivos deletados.

Diante das evidências, o delegado Bruno França solicitou mandados de prisão e busca, que foram cumpridos. A defesa de Sabrina aguarda acesso ao inquérito para se manifestar, enquanto a polícia continua a apuração dos fatos.

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