- Um tumulto em um centro de distribuição da Gaza Humanitarian Foundation (GHF) em Khan Younis resultou na morte de 20 pessoas, sendo 19 pisoteadas e uma esfaqueada.
- A GHF, apoiada pelos Estados Unidos e Israel, atribuiu a responsabilidade ao Hamas, alegando que “agitadores” incitaram a violência.
- Autoridades locais contestaram essa versão, afirmando que a situação se agravou devido a disparos de forças de segurança contra os presentes.
- Desde o início das operações da GHF, cerca de 900 pessoas morreram em situações semelhantes, com a ONU descrevendo a fundação como uma “abominação”.
- A crise humanitária em Gaza se intensifica, com mais de 2 milhões de palestinos enfrentando escassez de alimentos e hospitais sobrecarregados.
A Gaza Humanitarian Foundation (GHF), apoiada pelos EUA e Israel, enfrenta uma grave crise após um tumulto em um de seus centros de distribuição em Khan Younis, na Faixa de Gaza, que resultou na morte de 20 pessoas. O incidente ocorreu durante uma distribuição de ajuda humanitária, onde 19 vítimas foram pisoteadas e uma foi esfaqueada.
A GHF atribuiu a responsabilidade ao Hamas, alegando que “agitadores” incitaram a violência na multidão. No entanto, autoridades locais e médicos contestaram essa versão, afirmando que a situação se agravou devido à ação de forças de segurança que dispararam contra os presentes. Um profissional do Hospital Nasser relatou que muitos foram esmagados ao tentarem entrar no centro, que estava com o portão fechado.
Crítica à GHF
O episódio em Khan Younis é mais um capítulo trágico na atuação da GHF, que já foi criticada por sua abordagem em meio a uma crise humanitária. Desde o início de suas operações em maio, cerca de 900 pessoas morreram em situações semelhantes. O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos descreveu a GHF como “uma abominação que humilha e degrada pessoas desesperadas.”
A GHF, por sua vez, defende que não é responsável pelas mortes e afirma operar de acordo com as leis internacionais. O diretor-geral para hospitais de Gaza, Mohammed Zaqqout, criticou a situação, afirmando que “este é um mecanismo para matar.” Ele destacou que as pessoas arriscam suas vidas em busca de alimentos, evidenciando a gravidade da crise na região.
Situação Crítica
A crise humanitária em Gaza se agrava, com mais de 2 milhões de palestinos enfrentando escassez de alimentos. Desde o início das operações da GHF, aproximadamente 875 palestinos foram mortos enquanto buscavam comida, segundo a ONU. A GHF relatou que a distribuição de alimentos em seus centros tem sido marcada por violência e desordem, refletindo a gravidade da situação.
Os ataques israelenses continuam a aumentar, com a morte de 22 pessoas em Gaza City e 19 em Khan Younis em um único dia. A situação permanece crítica, com hospitais sobrecarregados e a população em risco de fome.
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