- O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, prometeu proteger os cidadãos drusos após ataques israelenses e conflitos sectários em Suweida, que resultaram em mais de 350 mortes.
- Desde o início dos confrontos, foram registrados 79 combatentes drusos e 55 civis entre os mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
- O governo sírio é acusado de execuções extrajudiciais de civis drusos, o que gerou desconfiança em relação a Sharaa, que já liderou um grupo jihadista.
- Israel atacou alvos do exército sírio, alegando proteger a população drusa, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelenses estão agindo para salvar os drusos.
- Sharaa anunciou que a segurança em Suweida será responsabilidade de anciãos religiosos e facções locais, e prometeu responsabilizar abusos contra a população drusa.
O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, declarou que sua prioridade é proteger os cidadãos drusos após uma série de ataques israelenses e intensos conflitos sectários na província de Suweida, que resultaram em mais de 350 mortes. Em sua primeira declaração televisionada desde os bombardeios israelenses em Damasco, Sharaa afirmou que os sírios não temem a guerra e que as forças governamentais estão se retirando de Suweida sob um acordo de cessar-fogo com líderes drusos.
Desde o início dos confrontos sectários no último domingo, mais de 350 pessoas foram mortas, incluindo 79 combatentes drusos e 55 civis, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O governo sírio foi acusado de realizar execuções extrajudiciais de civis drusos, o que gerou desconfiança em relação a Sharaa, que liderou um grupo jihadista no passado. Ele enfatizou que os drusos são uma parte fundamental da nação e que não permitirá que sejam manipulados por forças externas.
Conflitos e Intervenções
A situação em Suweida se agravou com a intervenção militar de Israel, que atacou alvos do exército sírio, alegando proteger a população drusa. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelenses estão agindo para salvar os drusos e eliminar as “gangues do regime”. O exército israelense atacou instalações militares em Damasco e veículos blindados que se dirigiam a Suweida.
O general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior israelense, destacou que Israel não permitirá que o sul da Síria se torne um reduto terrorista. A situação na região é tensa, com centenas de drusos cruzando a fronteira fortificada com Israel em busca de segurança.
Responsabilidades Locais
Sharaa anunciou que a responsabilidade pela segurança em Suweida será transferida para os anciãos religiosos e algumas facções locais, visando o interesse nacional supremo. Ele também prometeu responsabilizar aqueles que abusaram da população drusa. A comunidade drusa, que possui uma identidade única e é uma minoria significativa na Síria, continua a viver sob a sombra de um conflito sectário que se intensifica, refletindo a complexidade da guerra civil síria e suas repercussões regionais.
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