- Os Estados Unidos reintroduziram armas nucleares no Reino Unido pela primeira vez em quase 20 anos.
- A operação ocorreu em 16 de julho, com uma aeronave da Base Aérea de Kirtland, no Novo México, transportando os dispositivos para a base da Força Aérea Real (RAF) em Lakenheath, na Inglaterra.
- A base de Lakenheath já abrigou armas nucleares americanas durante a Guerra Fria, mas essas foram retiradas em 2008.
- A decisão de reintroduzir armas nucleares é uma resposta à deterioração das relações com a Rússia, especialmente após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
- Doze aeronaves F-35A, adquiridas recentemente pelo Reino Unido, poderão transportar armas americanas, reforçando a capacidade nuclear da RAF.
As Forças Armadas dos Estados Unidos reintroduziram armas nucleares no Reino Unido pela primeira vez em quase 20 anos. A informação foi confirmada por analistas de código aberto no último sábado, 19. A operação ocorreu em 16 de julho, quando uma aeronave da Base Aérea de Kirtland, no Novo México, transportou os dispositivos para a base da Força Aérea Real (RAF) em Lakenheath, na Inglaterra.
Historicamente, a base de Lakenheath abrigou armas nucleares americanas durante a Guerra Fria, mas essas foram retiradas em 2008, em um movimento de desarmamento na Europa. A recente movimentação de armas indica uma mudança na postura dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), especialmente em resposta à deterioração das relações com a Rússia, que está em conflito com a Ucrânia desde fevereiro de 2022.
William Alberque, ex-diretor de não proliferação nuclear da Otan, destacou que a preparação da base para receber armas nucleares já vinha sendo feita há anos. Ele afirmou que a decisão de reforçar a dissuasão americana na Europa foi impulsionada pela invasão da Crimeia pela Rússia em 2014. O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou, em 21 de julho, que 12 aeronaves F-35A, adquiridas recentemente, poderão transportar armas americanas, fortalecendo a Missão Nuclear da Otan.
Esses novos caças, baseados na RAF Marham, reintroduzem um papel nuclear para a RAF, que havia sido aposentado após a Guerra Fria. Os EUA mantêm cerca de 200 armas nucleares táticas, com metade posicionada em países da Otan, como Alemanha e Bélgica. Essas armas são projetadas para uso em campo de batalha e possuem rendimento menor em comparação às armas nucleares estratégicas.
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