- Países da União Europeia aumentam pressão por “medidas concretas” em resposta à situação humanitária em Gaza.
- Durante reunião, representantes dos 27 Estados-membros expressaram preocupação com a falta de cumprimento do acordo com Israel.
- O acordo, firmado há duas semanas, previa a passagem diária de cerca de 160 caminhões de ajuda, mas apenas 70 foram registrados na quarta-feira.
- A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “todas as opções continuam sobre a mesa” se Israel não cumprir suas obrigações.
- Embaixadores da UE pedem “sanções seletivas” contra autoridades israelenses e se reunirão novamente na próxima semana para discutir a situação.
Diversos países da União Europeia intensificaram a pressão por “medidas concretas” em resposta à situação humanitária crítica em Gaza. Durante uma reunião na quarta-feira, representantes dos 27 Estados-membros expressaram preocupação com a falta de implementação do acordo firmado com Israel, que visa aumentar o número de caminhões de ajuda humanitária.
O acordo, estabelecido há duas semanas, prevê a passagem diária de cerca de 160 caminhões, o dobro do que está sendo realizado atualmente. No entanto, na quarta-feira, apenas 70 caminhões foram descarregados nos cruzamentos, segundo autoridades israelenses. O porta-voz do serviço diplomático da UE, Anouar El Anouni, reconheceu que houve alguns avanços, mas enfatizou que “ainda há muito a ser feito”.
Pressão da UE
Em resposta à ineficácia do acordo, vários países solicitaram à Comissão Europeia que apresente “medidas concretas”. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que “todas as opções continuam sobre a mesa” se Israel não cumprir seus compromissos. Um relatório da Comissão Europeia indicou que Israel violou o artigo 2 do acordo de associação com a UE, relacionado ao respeito pelos direitos humanos.
Cerca de 40 embaixadores da UE enviaram uma carta aberta pedindo “sanções seletivas” contra autoridades israelenses e colonos acusados de crimes de guerra. Os embaixadores se reunirão novamente na próxima semana para discutir a situação em Gaza e pretendem manter a mobilização durante todo o mês de agosto. A situação foi classificada como “intolerável” por um diplomata, refletindo a crescente urgência em abordar a crise humanitária.
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