- Recentemente, 252 venezuelanos foram deportados para El Salvador, onde enfrentaram condições desumanas no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot).
- Durante quatro meses de detenção, os deportados relataram torturas e abusos físicos, incluindo humilhações diárias.
- Os deportados foram tratados como “inimigos estrangeiros” e submetidos a punições severas, como agressões e confinamento em locais escuros.
- A alimentação era precária, consistindo apenas de tortillas e feijão, e a vigilância era constante, dificultando qualquer interação entre os detentos.
- Após negociações entre os governos dos Estados Unidos, El Salvador e Venezuela, os deportados conseguiram retornar ao seu país, onde foram recebidos com celebrações.
Venezuelanos enfrentam abusos em deportação para El Salvador
Recentemente, 252 venezuelanos foram deportados para El Salvador, onde enfrentaram condições desumanas no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). Durante os quatro meses de detenção, muitos relataram torturas e abusos físicos, sendo submetidos a humilhações diárias.
Os deportados, que haviam sido capturados nos Estados Unidos, foram enviados para o Cecot sob a alegação de serem “inimigos estrangeiros”. As condições no Cecot são alarmantes, com relatos de prisioneiros sendo forçados a se ajoelhar, agachar e até mesmo serem espancados por guardas. Um dos deportados, Ángel Bolívar Cruz, de 26 anos, descreveu ter sido agredido e deixado em um “poço” escuro como forma de punição.
As condições de vida no Cecot eram precárias, com os prisioneiros recebendo apenas tortillas e feijão como alimentação. A vigilância era constante, e qualquer tentativa de interação entre os detentos resultava em punições severas. Os venezuelanos, que estavam em um módulo separado, eram frequentemente comparados aos prisioneiros salvadorenhos, que viviam em condições ainda mais degradantes.
Após meses de negociações secretas entre os governos dos Estados Unidos, El Salvador e Venezuela, os deportados conseguiram retornar ao seu país. A negociação incluiu a libertação de prisioneiros americanos e a possível flexibilização de sanções. A chegada dos deportados foi marcada por celebrações em suas comunidades, onde familiares aguardavam ansiosamente.
Os relatos de abusos e torturas no Cecot levantam questões sobre os direitos humanos e a responsabilidade dos governos envolvidos. A situação dos venezuelanos deportados é um reflexo da crise humanitária que o país enfrenta, com quase 20% da população tendo deixado o território em busca de melhores condições de vida.
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