- Em 2024, foram identificados mais de 300 novos conflitos relacionados aos direitos da água globalmente.
- O conflito entre Egito e Etiópia, iniciado em 2011 com a construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), continua a impactar a economia agrícola do Egito.
- A barragem, que tem 145 metros de altura e 1,7 quilômetro de comprimento, visa gerar energia para a Etiópia e a região do Chifre da África.
- O Acordo de Entebbe, que estabelece princípios para o uso dos recursos hídricos, entrou em vigor em 2024, mas não é reconhecido pelo Egito, que se baseia em direitos históricos.
- Organizações internacionais tentam mediar a situação, mas Egito e Etiópia seguem suas próprias justificativas para o uso da água, dificultando a busca por uma solução.
Em 2024, mais de 300 novos conflitos relacionados aos direitos da água foram identificados globalmente, segundo o Water Conflict Chronology. O conflito entre Egito e Etiópia, que começou em 2011 com a construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), continua a ser um dos mais impactantes. A barragem, com 145 metros de altura e 1,7 km de comprimento, visa gerar energia para a Etiópia e a região do Chifre da África, mas ameaça a economia agrícola do Egito, que depende do Nilo para 97% de sua demanda hídrica.
Em 2010, cinco países a montante do Nilo assinaram o Acordo de Entebbe, que estabelece princípios para o uso dos recursos hídricos. Este acordo entrou em vigor em 2024, mas não é reconhecido pelo Egito, que se baseia em direitos históricos. A GERD começou a operar em 2022, intensificando as tensões entre os dois países. A escalada de conflitos hídricos levanta preocupações sobre a possibilidade de um conflito armado, embora não seja considerado iminente.
Organizações internacionais tentam mediar a situação, propondo a Convenção das Nações Unidas sobre os Cursos de Água Internacionais. No entanto, Egito e Etiópia têm seguido suas próprias justificativas para o uso da água, o que dificulta a busca por uma solução consensual. A disputa atual pode se transformar em uma arma de guerra no futuro, como já observado em outros conflitos. É crucial encontrar um entendimento que garanta a segurança hídrica e energética da região, evitando assim consequências devastadoras para a população.
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