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Gaza enfrenta crise humanitária com bloqueios e aumento da fome entre a população

A ajuda humanitária em Gaza enfrenta dificuldades críticas, com aumento de desnutrição infantil e mortes por fome.

Crianças palestinas imploram por comida em área de ajuda humanitária próxima a Khan Younis, na Faixa de Gaza, em 22 de julho de 2025 (Foto: AFP)
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  • A situação humanitária na Faixa de Gaza é crítica, com restrições severas à ajuda humanitária.
  • Israel autorizou a entrada de ajuda aérea, enquanto a ONU e ONGs alertam para um aumento na desnutrição infantil e mortes por fome, com 122 casos registrados.
  • Desde o início do conflito em outubro de 2023, um terço da população de Gaza passa dias sem se alimentar.
  • A Fundação Humanitária de Gaza (GHF) enfrenta críticas por sua eficácia e segurança, operando em apenas quatro pontos de distribuição, resultando em aglomerações e incidentes fatais.
  • A ONU e ONGs se recusam a cooperar com a GHF, alegando que a fundação atende a interesses militares israelenses.

Após mais de 21 meses de conflito, a situação humanitária na Faixa de Gaza se tornou crítica, com a população enfrentando severas restrições à ajuda. Israel anunciou a autorização de ajuda aérea, enquanto a ONU e ONGs alertam para um aumento alarmante na desnutrição infantil e mortes por fome, com 122 casos registrados recentemente.

Desde o início da guerra em outubro de 2023, um terço da população de Gaza passa dias sem se alimentar. A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), designada por Israel para distribuir alimentos, iniciou suas operações em maio, mas enfrenta críticas por sua eficácia e segurança. A GHF opera em apenas quatro pontos de distribuição, resultando em aglomerações e incidentes fatais. Desde o fim de maio, cerca de 800 palestinos foram mortos ao tentarem acessar os centros de ajuda.

A ONU e diversas ONGs se recusam a cooperar com a GHF, alegando que a fundação atende a interesses militares israelenses. Arwa Damon, fundadora da ONG INARA, afirmou que a ajuda não pode ser distribuída em áreas devastadas e militarizadas. A escassez de alimentos é alarmante, com o Programa Mundial de Alimentos (PMA) relatando que o preço da farinha aumentou 3.000 vezes desde o início do conflito.

Israel, por sua vez, nega as acusações de restringir a entrada de ajuda, afirmando que o Hamas desvia recursos. A UNRWA declarou que milhares de caminhões de ajuda estão bloqueados em países vizinhos, aguardando autorização para entrar em Gaza. O COGAT, órgão do Ministério da Defesa israelense, informou que cerca de 70 caminhões foram descarregados, mas mais de 800 continuam aguardando liberação.

A situação se agrava com a pressão internacional crescente. Alemanha, França e Reino Unido pediram a Israel que levante as restrições ao fluxo de ajuda. O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou a inação da comunidade internacional e destacou que mais de 1.000 palestinos foram mortos enquanto tentavam acessar alimentos. A crise humanitária em Gaza continua a exigir atenção urgente e ações efetivas.

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