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Paranaense teme não conseguir deixar a Ucrânia devido a contrato de treinamento

Brasileiro enfrenta dificuldades para retornar ao país após se alistar na guerra da Ucrânia, preso a contrato até dezembro de 2025.

Lucas compartilha nas redes sociais medo de ir para linha de frente do conflito (Foto: Arquivo pessoal)
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  • Lucas Felype Vieira Bueno, brasileiro de 20 anos, se alistou online para lutar na guerra da Ucrânia em maio de 2023.
  • Ele pretendia atuar como operador de drones, mas foi designado para um batalhão de infantaria em Kharkiv.
  • Um contrato com o Ministério da Defesa Ucraniano o impede de deixar o país antes de dezembro de 2025.
  • Lucas recebeu um salário inicial de US$ 400 mensais, com possibilidade de aumento dependendo da função.
  • Ele buscou ajuda da Embaixada do Brasil, mas não obteve apoio, e expressou preocupação com a possibilidade de combate direto.

Lucas Felype Vieira Bueno, um brasileiro de 20 anos, se alistou online para lutar na guerra da Ucrânia e enfrenta dificuldades para retornar ao Brasil. Ele viajou ao país em maio de 2023, com a intenção de atuar como operador de drones, mas foi designado para um batalhão de infantaria em Kharkiv, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

O jovem, natural de Francisco Beltrão, Paraná, relatou que um contrato assinado com o Ministério da Defesa Ucraniano o impede de deixar o país antes de dezembro de 2025. O documento, que tem validade de três anos, estabelece um período mínimo de seis meses para treinamento, durante o qual Lucas não pode romper o contrato. Ele recebeu um salário inicial de US$ 400 mensais, com a promessa de que poderia chegar a R$ 23 mil, dependendo da função.

Em busca de ajuda, Lucas contatou a Embaixada do Brasil na Ucrânia, mas foi informado que as autoridades não podem intervir em sua situação. Após seu desabafo nas redes sociais, outros brasileiros na Ucrânia se manifestaram oferecendo apoio. Lucas expressou preocupação com a possibilidade de ser forçado a participar de combates diretos, afirmando que não se sente preparado para a linha de frente.

O conflito na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, já resultou em milhares de mortes e milhões de refugiados. O Brasil, até julho deste ano, registrou nove brasileiros mortos e 17 desaparecidos no conflito. A guerra continua sem uma perspectiva clara de resolução, enquanto a Ucrânia recebe apoio militar e financeiro de países ocidentais, e a Rússia enfrenta sanções internacionais.

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