- O zoológico de Nuremberg, na Alemanha, abateu 12 babuínos saudáveis devido à superlotação.
- A decisão gerou protestos de ativistas, que invadiram o local.
- Sete manifestantes foram detidos pela polícia durante a ação.
- A administração do zoológico, liderada por Dag Encke, justificou o abate com base em diretrizes da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA).
- Organizações de defesa dos animais criticaram a decisão e apresentaram denúncias, questionando a legalidade do abate.
O zoológico de Nuremberg, na Alemanha, enfrentou uma onda de protestos após o abate de 12 babuínos saudáveis devido à superlotação. A decisão, anunciada na última terça-feira, gerou indignação entre ativistas dos direitos dos animais, resultando na invasão do local por manifestantes.
A direção do zoológico, liderada por Dag Encke, justificou a ação com base em diretrizes da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA), que considera o sacrifício um recurso legítimo em casos de gestão populacional. Encke afirmou que a superlotação, com mais de 40 babuínos, havia causado conflitos entre os animais e que não havia alternativas viáveis para realocação.
Após o anúncio, sete ativistas foram detidos pela polícia durante a invasão ao zoológico. Organizações como Pro Wildlife e a Sociedade Alemã pelo Direito à Proteção dos Animais criticaram a decisão, alegando que o zoológico poderia ter buscado outras instituições dispostas a acolher os babuínos. As entidades apresentaram denúncias contra a administração do zoológico, questionando a legalidade do abate de animais saudáveis.
Os corpos dos babuínos abatidos foram utilizados como alimento para predadores do zoológico, uma prática que levanta debates sobre a ética do manejo de animais em cativeiro. A situação em Nuremberg reflete um dilema enfrentado por zoológicos em todo o mundo, onde a superlotação e as políticas de reprodução geram controvérsias e críticas.
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