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Mar recua antes de tsunami e revela fenômeno natural surpreendente

Terremoto de magnitude 8,7 na Península de Kamchatka provoca alerta de tsunami na costa de Acapulco, México. População deve evacuar.

A Costa dos Corais — Foto: Afra Balazina/SOS Mata Atlântica
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  • Um terremoto de magnitude 8,7 ocorreu na Península de Kamchatka, na Rússia.
  • O evento gerou um alerta preventivo no México, onde a água recuou na costa de Acapulco.
  • A Secretaria da Marinha (Semar) do México informou que variações no nível do mar entre 30 centímetros e 1 metro eram esperadas a partir das 2h da manhã de quarta-feira, 30 de julho.
  • O recuo da água é um sinal natural de alerta para a possibilidade de um tsunami.
  • Nem todo terremoto resulta em tsunami; o epicentro deve estar no fundo do mar e o movimento do leito oceânico precisa ser vertical.

Um terremoto de magnitude 8,7 na Península de Kamchatka, na Rússia, gerou um alerta preventivo no México, onde a água recuou abruptamente na costa de Acapulco. O fenômeno, que pode indicar a chegada de um tsunami, levou as autoridades a emitirem um aviso para a população.

Minutos antes de um tsunami, a água do mar costuma recuar, expondo áreas normalmente submersas. Esse comportamento foi observado em Acapulco após o sismo. A Secretaria da Marinha (Semar) do México informou que variações no nível do mar entre 30 centímetros e 1 metro eram esperadas a partir das 2h da manhã de quarta-feira, 30 de julho.

Quando um terremoto ocorre no fundo do mar, o deslocamento vertical do leito oceânico provoca ondas que se propagam rapidamente. Essas ondas, conhecidas como tsunamis, podem ter mais de 100 quilômetros de comprimento e, ao se aproximarem da costa, perdem velocidade, mas aumentam de altura. O primeiro sinal de um tsunami pode ser o recuo da água, um alerta natural para evacuação.

É importante ressaltar que nem todo tremor resulta em tsunami. Para isso, o epicentro deve estar no fundo do mar, e o movimento do leito oceânico precisa ser vertical. Além disso, a magnitude do terremoto é crucial: quanto maior a deformação, maior a onda gerada. O Oceano Pacífico é a região mais suscetível a esses fenômenos, com países como Chile, Japão e México localizados no chamado “Anel de Fogo”, onde a atividade sísmica é intensa.

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