- As Joias de Piprahwa, relíquias associadas a Buda, foram devolvidas à Índia após um leilão da Sotheby’s ser cancelado.
- O retorno ocorreu em 30 de agosto, após pressão do governo indiano e de líderes budistas.
- As joias foram adquiridas pelo Godrej Industries Group e serão exibidas permanentemente no país.
- O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, comemorou o retorno das relíquias, que incluem cerca de 1.800 pedras preciosas e fragmentos de ossos atribuídos a Sidarta Gautama.
- A repatriação encerra mais de um século em que as joias estiveram sob posse privada, reafirmando sua importância cultural e espiritual.
As Joias de Piprahwa, relíquias sagradas associadas a Buda, foram devolvidas à Índia após um leilão planejado pela Sotheby’s ser cancelado. O retorno ocorreu em 30 de agosto, após pressão do governo indiano e líderes budistas. As joias, descobertas em 1898, são consideradas uma das mais importantes descobertas arqueológicas da era moderna.
O leilão, agendado para maio em Hong Kong, gerou controvérsia sobre a ética de vender objetos sagrados. O governo indiano argumentou que a venda violaria leis nacionais e normas internacionais, afirmando que as joias pertencem ao patrimônio cultural da Índia e da comunidade budista global. Após negociações, o conglomerado Godrej Industries Group adquiriu as joias, que agora serão exibidas permanentemente no país.
O primeiro-ministro Narendra Modi celebrou o retorno das relíquias, descrevendo o evento como um “momento de orgulho e alegria”. As joias incluem cerca de 1.800 pedras preciosas e fragmentos de ossos atribuídos a Sidarta Gautama, o Buda. A maior parte das relíquias foi enviada ao Museu Indiano, enquanto algumas foram entregues a líderes budistas em outros países.
A Sotheby’s expressou gratidão à família Peppé, que detinha as joias, pela colaboração na devolução. A venda das relíquias havia gerado críticas de acadêmicos e líderes budistas, que questionaram a legitimidade da comercialização de objetos sagrados. A repatriação das joias encerra um ciclo de mais de um século em que estiveram sob posse privada, reafirmando sua importância cultural e espiritual para os budistas em todo o mundo.
Entre na conversa da comunidade