- Belém, sede da COP 30, enfrenta aumento significativo nos preços de hospedagem, com diárias variando de R$ 70 a R$ 6,3 mil.
- O governo do Pará está adotando medidas para reduzir esses preços, como a liberação de vagas bloqueadas e a criação de uma plataforma oficial com opções a partir de R$ 1,1 mil.
- O aumento dos preços gerou críticas nas redes sociais e preocupações sobre a infraestrutura local.
- O procurador-geral do Pará, Ricardo Sefer, informou que reuniões com o setor hoteleiro e órgãos de defesa do consumidor estão em andamento.
- Especialistas alertam sobre o risco de golpes e práticas abusivas, recomendando a verificação da credibilidade dos anúncios de hospedagem.
Belém, que sediará a COP 30, enfrenta uma crise de preços elevados em hospedagem, com diárias que saltaram de R$ 70 para até R$ 6,3 mil. O governo do Pará está tomando medidas para mitigar essa situação, como a liberação de vagas bloqueadas e a criação de uma plataforma oficial com opções a partir de R$ 1,1 mil.
O aumento exorbitante nos preços gerou críticas nas redes sociais e preocupações sobre a infraestrutura local. Um exemplo emblemático é o Hotel Nota 10, que agora, sob o nome Hotel COP 30, apresenta tarifas exorbitantes na plataforma Booking.com. O proprietário, Alcides Moura, justificou o reajuste como uma prática comum em eventos de grande porte, comparando com o que ocorre durante o Círio de Nazaré.
Medidas do Governo
O governo do Pará, por meio do procurador-geral Ricardo Sefer, está buscando distensionar o mercado. Ele afirmou que reuniões com o setor hoteleiro e órgãos de defesa do consumidor estão em andamento para discutir soluções. A nova plataforma de hospedagem disponibiliza 2.700 quartos, centralizando as reservas e aumentando a oferta.
Apesar das ações, o Procon Pará não recebeu denúncias formais sobre abusos, mas mantém fiscalização ativa. A expectativa é receber cerca de 50 mil visitantes durante a COP 30, e a região já conta com 53 mil leitos disponíveis, incluindo hotéis e imóveis para aluguel.
Preocupações com Golpes
Especialistas alertam para o aumento de práticas abusivas e golpes, com anúncios fraudulentos e imóveis inexistentes. A corretora de imóveis Andréa Martins destaca a importância de verificar a credibilidade dos anúncios e a necessidade de contratos formais. A advogada Letícia do Vale Alves ressalta que não há legislação federal que limite os preços de hospedagem, deixando o setor à mercê da lei da oferta e demanda.
Com menos de 100 dias para o evento, a pressão por soluções acessíveis se intensifica. A imagem de Belém no cenário internacional pode ser impactada se os preços continuarem fora da realidade, conforme alertam especialistas.
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