- A investigação da BBC revelou a atuação de uma gangue de contrabando violenta no Canal da Mancha, que transporta migrantes em pequenas embarcações.
- A equipe de reportagem, disfarçada de migrante, acessou um esconderijo da gangue na França, onde ocorrem rivalidades entre grupos armados.
- Os líderes da gangue, Jabal, Aram e al-Millah, são de origem curda iraquiana e operam na França e no Reino Unido.
- A gangue, que mudou de nome após a morte de cinco migrantes em um incidente, coleta pagamentos em estações de trem no Reino Unido, como na Birmingham’s New Street Station.
- A BBC documentou a brutalidade da gangue, incluindo relatos de espancamentos e intimidações a migrantes, enquanto a gangue continua a operar sob novos nomes e a expandir suas atividades.
A investigação da BBC revelou a atuação de uma gangue de contrabando violenta que opera no Canal da Mancha, transportando migrantes em pequenas embarcações. A equipe de reportagem, disfarçada de migrante, teve acesso a um esconderijo da gangue na França, onde rivalidades entre grupos armados são comuns.
Os líderes da gangue, identificados como Jabal, Aram e al-Millah, são todos de origem curda iraquiana e mantêm operações em França e Reino Unido. A investigação expôs como os membros da gangue coletam pagamentos em estações de trem no Reino Unido, como na Birmingham’s New Street Station, onde foram filmados recebendo grandes quantias em dinheiro.
A gangue, inicialmente conhecida como The Mountain, mudou de nome após a morte de cinco migrantes, incluindo uma criança de sete anos, em um incidente trágico. A mudança de nome reflete a adaptação da gangue às pressões das autoridades, que tentam desmantelar suas operações. Pascal Marconville, promotor regional, afirmou que a gangue está sempre um passo à frente da polícia.
A BBC também documentou a brutalidade da gangue, com relatos de espancamentos e intimidações a migrantes e membros. Uma mulher somali, chamada Luna, descreveu como foi ameaçada por um dos capangas da gangue, revelando o clima de medo que permeia o grupo.
Recentemente, a gangue começou a operar sob novos nomes, como Ghali Ghali e al-Millah, e continua a atrair migrantes que veem os contrabandistas como uma solução para suas dificuldades. Apesar das tentativas das autoridades de interromper as operações, a gangue se adapta rapidamente, mantendo sua lucratividade e expandindo suas atividades.
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