- Hezbollah rejeitou a decisão do governo libanês de criar um monopólio estatal de armas, considerando-a um “pecado grave”.
- O grupo se opõe a discutir suas armas enquanto Israel continuar os ataques.
- A proposta de desarmamento foi sugerida por autoridades americanas em troca da suspensão dos ataques israelenses.
- O líder de Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o diálogo sobre segurança nacional só será possível em um contexto de paz.
- A situação permanece tensa, com o desarmamento de Hezbollah sendo um tema delicado no Líbano.
Hezbollah, o movimento xiita do Líbano, rejeitou a decisão do governo libanês de estabelecer um monopólio estatal sobre armas, classificando-a como um “pecado grave”. A declaração foi feita em resposta a um pedido do gabinete para que o exército apresentasse um plano que centralizasse o controle de armamentos até o final do ano.
O grupo, que já enfrentou pressão internacional para desarmar após a guerra com Israel no ano passado, afirmou que não discutirá suas armas enquanto os ataques israelenses persistirem. Em uma declaração, Hezbollah tratou a decisão do governo como uma imposição dos “diktats” americanos, afirmando que o diálogo sobre segurança nacional só será possível em um contexto de paz.
A proposta de desarmamento foi apresentada por autoridades americanas, que sugeriram que Hezbollah entregasse suas armas em troca da suspensão dos ataques israelenses e da retirada de tropas de áreas ocupadas no sul do Líbano. Apesar de ter sofrido perdas significativas no conflito anterior, o grupo ainda mantém forte apoio entre a população xiita do país.
O líder de Hezbollah, Naim Qassem, reiterou que a discussão sobre armamentos não ocorrerá enquanto Israel continuar a violar o cessar-fogo. Israel, por sua vez, defende suas ações como necessárias para impedir o rearmamento do grupo. A situação permanece tensa, com o desarmamento de Hezbollah sendo um tema delicado que pode exacerbar as divisões internas no Líbano, onde as memórias da guerra civil ainda são vivas.
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