- Os abrigos em Ciudad Juárez estão com menos de 10% de ocupação, abrigando entre 30 e 40 pessoas.
- A expectativa de uma crise migratória, impulsionada pelas promessas de deportações em massa do ex-presidente Donald Trump, não se concretizou.
- As repatriações de mexicanos permanecem em níveis semelhantes aos de administrações anteriores, com 6.983 repatriados entre janeiro e julho de 2025.
- A estratégia “México Te Abraza” oferece assistência financeira e transporte para os repatriados, segundo Mayra Chávez, delegada de bem-estar de Chihuahua.
- A presença de autoridades na fronteira é intensa, mas as tentativas de cruzar a fronteira diminuíram, enquanto crimes como sequestro aumentaram na região.
A situação na fronteira entre os Estados Unidos e o México apresenta uma nova realidade, com os abrigos em Ciudad Juárez operando com menos de 10% de sua capacidade. A expectativa de uma crise migratória, alimentada pelas promessas de deportações em massa do ex-presidente Donald Trump, não se concretizou. Atualmente, as repatriações de mexicanos mantêm-se em níveis semelhantes aos de administrações anteriores, como as de Joe Biden e Barack Obama.
Os abrigos, que já enfrentaram superlotação, agora abrigam apenas cerca de 30 a 40 pessoas, segundo Ivonne López, assistente social da Casa del Migrante. Em momentos críticos, o local chegou a receber 1.138 migrantes. Dados do Conselho de População do Estado indicam que, em julho, 625 pessoas estavam abrigadas em 23 instalações monitoradas, um número bem abaixo da capacidade total.
Estratégia “México Te Abraza”
A estratégia “México Te Abraza” foi implementada para acolher os mexicanos repatriados, oferecendo assistência financeira e transporte para suas cidades de origem. Mayra Chávez, delegada de bem-estar de Chihuahua, destacou que a situação não é uma emergência migratória. Entre janeiro e julho deste ano, 6.983 mexicanos foram repatriados, números próximos aos do mesmo período em 2024.
Enquanto isso, a presença de autoridades na fronteira é intensa. Patrulhas buscam traficantes e migrantes, mas o comandante Benjamín Esparza observa que as tentativas de cruzar a fronteira diminuíram. No entanto, crimes como sequestro têm aumentado na região. A operação conjunta entre as autoridades dos dois países visa localizar pessoas tentando atravessar a fronteira, mas a atividade no deserto permanece baixa.
Mudanças nas Expectativas
A mudança nas expectativas dos migrantes é evidente. Muitos agora consideram permanecer em Ciudad Juárez, enquanto outros aguardam mudanças nas leis migratórias dos EUA. A política de recepção do governo mexicano, embora robusta, não resultou na crise esperada, refletindo uma nova dinâmica na fronteira.
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