- Kunihiko Bonkohara, hibakusha de Hiroshima, relembra o ataque atômico de 6 de agosto de 1945, quando tinha cinco anos.
- Ele e seu pai se protegeram da explosão, mas a cidade ficou devastada e sua família sofreu perdas.
- Bonkohara foi diagnosticado com câncer de próstata em 2024, reconhecido como relacionado à radiação da bomba.
- Após tratamento com quimioterapia, a doença retrocedeu, mas ele continua em acompanhamento.
- A história de Bonkohara destaca o sofrimento contínuo das vítimas e sua luta por reconhecimento e direitos.
Kunihiko Bonkohara, um hibakusha de 85 anos, relembra o ataque atômico a Hiroshima em 6 de agosto de 1945, que devastou a cidade e deixou marcas profundas em sua vida. Naquela manhã, ele tinha apenas cinco anos e acompanhava o pai ao trabalho. O estrondo da explosão mudou tudo. “Meu pai me puxou para debaixo da mesa e se agachou sobre mim. Na hora: BUM. Algo explodiu muito grande”, recorda Bonkohara, que se tornou um defensor do pacifismo e do desarmamento nuclear.
Após a explosão, a cidade estava em chamas e a cena era de horror. “Havia fumaça e fogo por todo lado. O primeiro vislumbre da cidade não foi a imagem mais forte daquele dia”, conta. Ele e seu pai, feridos, correram para ver a destruição. “A casa da família ficou apenas com as paredes em pé”, relembra. A busca pela mãe e pela irmã não teve sucesso, e a dor da perda o acompanhou por toda a vida.
O impacto da radiação se manifestou décadas depois. Em 2024, Bonkohara foi diagnosticado com câncer de próstata, reconhecido pelo governo japonês como relacionado à exposição à bomba. “80 anos depois da radiação, as vítimas continuam sofrendo”, afirma. Após tratamento com quimioterapia, a doença retrocedeu, mas ele segue em acompanhamento.
A história de Bonkohara é um lembrete do legado sombrio da bomba atômica. Os hibakushas enfrentaram estigmas e preconceitos ao longo dos anos, lutando por reconhecimento e direitos. Muitos, como ele, se tornaram ativistas, usando suas experiências para alertar sobre os horrores da guerra nuclear.
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