- Os Estados Unidos enviaram cartas a diversos países pedindo que rejeitem limites na produção de plástico durante as negociações do tratado global na Organização das Nações Unidas (ONU).
- A ação ocorreu no início de agosto, em meio a discussões em Genebra, e contrasta com a posição de mais de cem nações que apoiam restrições.
- O memorando dos EUA expressa oposição a um tratado que aborde a produção inicial de plásticos, citando preocupações sobre o aumento dos custos.
- As divisões nas negociações são evidentes entre países produtores de petróleo e blocos como a União Europeia, que defende um controle mais rigoroso sobre plásticos e químicos perigosos.
- A produção de plástico deve triplicar até dois mil e sessenta, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que gera preocupações sobre a poluição plástica e suas consequências.
Os Estados Unidos enviaram cartas a diversos países, solicitando que rejeitem limites na produção de plástico durante as negociações do tratado global na ONU. Essa ação, ocorrida no início das discussões em Genebra, contrasta com a posição de mais de cem nações que apoiam restrições à produção de plásticos e aditivos químicos.
As mensagens, datadas de 25 de julho, foram distribuídas no início de agosto, quando os delegados se reuniram para o que deveria ser a rodada final de negociações. O memorando dos EUA expressa a oposição a um tratado que aborde a produção inicial de plásticos, afirmando que não apoiarão metas que aumentem os custos dos produtos plásticos. A delegação, composta por funcionários do Departamento de Estado, destacou a falta de convergência em questões relacionadas à produção e aos aditivos plásticos.
Divisões nas Negociações
As divisões entre países produtores de petróleo e blocos como a União Europeia são evidentes. Enquanto os primeiros se opõem a limites na produção de plástico virgem, os segundos defendem um controle mais rigoroso sobre produtos plásticos e químicos perigosos. A posição dos EUA, alinhada com a indústria petroquímica, sugere um retrocesso nas negociações, especialmente em relação a um rascunho que previa uma abordagem abrangente sobre o ciclo de vida dos plásticos.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que cada país deve agir conforme seu contexto nacional, permitindo que alguns optem por proibições enquanto outros se concentram em melhorar a coleta e reciclagem. A pressão dos EUA, conforme observado por John Hocevar, diretor da campanha de oceanos do Greenpeace EUA, é vista como uma tentativa de influenciar as decisões globais em favor de seus interesses.
Impacto Global
A produção de plástico deve triplicar até 2060, segundo a OCDE, sem intervenções significativas. Essa expansão ameaça a saúde dos oceanos e acelera as mudanças climáticas. A crescente resistência dos EUA a acordos globais levanta preocupações sobre a eficácia das negociações e a possibilidade de um tratado que realmente enfrente a crise da poluição plástica.
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