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Irã retoma lentamente suas atividades após longos períodos de isolamento

Irã contabiliza mais de 1.060 mortos após ataques dos EUA e Israel, enquanto população clama por apoio psicológico e teme novos bombardeios

O cemitério de Behesht Zahra (Teerã) abriga milhares de vítimas da guerra Irã-Iraque (1980-1988) e centenas das provocadas pelo recente conflito com os EUA e Israel. (Foto: Ricardo García Vilanova)
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  • O Irã enfrenta devastação após doze dias de conflito, com mais de mil mortos, incluindo civis.
  • A população clama por ajuda psicológica e teme novos ataques.
  • Os bombardeios, iniciados em treze de junho, foram realizados pelos Estados Unidos e Israel, visando o regime iraniano e suas instalações nucleares.
  • Mais de seiscentas das vítimas eram civis, segundo o governo iraniano e a ONG independente Hrana.
  • O cenário de destruição é evidente em Teerã, onde mais de quatrocentos edifícios foram destruídos.

Após 12 dias de conflito, o Irã enfrenta uma devastação alarmante, com mais de 1.060 mortos, incluindo civis. A população, agora em luto, clama por ajuda psicológica e teme novos ataques. O cenário de destruição é visível em Teerã, onde mais de 400 edifícios foram reduzidos a escombros.

Os ataques, iniciados em 13 de junho, foram realizados pelos Estados Unidos em conjunto com Israel, visando a cúpula do regime iraniano e suas instalações nucleares. No entanto, muitos civis foram atingidos, como o caso de Mariam, uma mulher que morreu em um ataque a uma prisão. Seu irmão, Mehdi Panah, expressou sua dor ao visitar seu túmulo, questionando a lógica da guerra: “O que ela tinha a ver com isso?”.

Clamor por Ajuda

A situação é crítica, com relatos de famílias inteiras perdendo a vida em bombardeios. Uma mulher, Suri, destacou a necessidade urgente de apoio psicológico, afirmando que a comunidade está traumatizada e não consegue dormir. “Vimos os aviões sobre nossas cabeças e começamos a atacar. E se isso acontecer novamente?”, questionou.

O governo iraniano e a ONG independente Hrana apontam que mais de 600 das vítimas eram civis. A população, ainda em choque, tenta retomar a normalidade, mas vive com o medo constante de novos ataques. O conflito não apenas deixou um rastro de destruição, mas também expôs a fragilidade da vida cotidiana em meio a tensões geopolíticas.

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