- Líderes da União Europeia se opõem a decisões sobre a Ucrânia sem sua participação antes da cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para sexta-feira (15) no Alasca.
- Os ministros das Relações Exteriores da UE se reunirão na segunda-feira (11) para discutir a situação.
- Trump sugeriu que um acordo de paz poderia incluir trocas de territórios, levantando preocupações sobre a soberania da Ucrânia.
- A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmaram que questões territoriais não devem ser decididas sem a presença de representantes ucranianos.
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defende que as negociações devem focar na interrupção dos combates, e não em concessões territoriais.
Dias antes da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, marcada para sexta-feira (15) no Alasca, líderes da União Europeia expressaram sua oposição a qualquer decisão sobre a Ucrânia que não inclua sua participação. Os ministros das Relações Exteriores da UE se reunirão nesta segunda-feira, 11, para discutir a situação, enfatizando que não aceitarão concessões territoriais sem a presença de representantes ucranianos.
Trump sugeriu que um acordo de paz poderia envolver trocas de territórios, o que gerou preocupações sobre a soberania da Ucrânia. A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que a Rússia não deve ser recompensada por sua agressão e que todos os territórios ocupados pertencem à Ucrânia. O chanceler alemão, Friedrich Merz, também destacou que questões territoriais não devem ser decididas sem a participação de Kiev.
A Rússia já anexou a Crimeia em 2014 e, em 2022, realizou referendos em regiões ucranianas, considerados ilegais pela comunidade internacional. Apesar disso, a Rússia ainda não controla totalmente as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, mencionou que a questão do controle territorial deve ser discutida nas negociações de paz, embora os aliados ocidentais não aceitem isso legalmente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defende que as negociações devem focar na interrupção dos combates, e não em concessões territoriais. Ele alertou que a Rússia planeja novas ofensivas e que a confiança em Moscou é questionável. Enquanto isso, líderes europeus buscam garantir que a Ucrânia tenha voz nas discussões, ressaltando a importância de um cessar-fogo antes de qualquer negociação sobre território.
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