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Líder do PL solicita arquivamento de processos contra deputados na Câmara

Líder do PL prevê arquivamento de processos contra deputados e propõe fim do foro privilegiado e anistia legislativa em breve

Deputados aliados de Bolsonaro ocupam plenário da Câmara (Foto: Marina Mota/InfoMoney)
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  • A Câmara dos Deputados enfrenta uma crise após um motim que paralisou as votações, envolvendo quatorze parlamentares, sendo onze do Partido Liberal (PL).
  • O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, acredita que a corregedoria arquivará os processos disciplinares contra os deputados.
  • O corregedor, deputado Diego Coronel, deve apresentar pareceres até dez de outubro.
  • Um pedido de punição foi feito contra a deputada Camila Jara, acusada de agressão durante o motim.
  • Cavalcante também anunciou a intenção de pautar o fim do foro privilegiado e um projeto de anistia, com apoio de líderes de outros partidos.

A Câmara dos Deputados vive um momento conturbado após um motim que paralisou as votações na volta do recesso parlamentar de julho. O episódio envolveu 14 parlamentares, sendo 11 do PL, e resultou em processos disciplinares enviados pelo presidente Hugo Motta.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, expressou otimismo quanto ao arquivamento dos processos pela corregedoria da Casa. Ele acredita que, se a análise preliminar for favorável, não haverá necessidade de levar os casos ao Conselho de Ética. O corregedor, deputado Diego Coronel, deve apresentar seus pareceres até 10 de outubro. Cavalcante destacou que, enquanto os deputados ocupavam o plenário, senadores de oposição também interromperam os trabalhos no Senado, mas sem punições.

Novas Propostas em Pauta

Além da situação dos parlamentares, Cavalcante anunciou a intenção de pautar o fim do foro privilegiado e um projeto de anistia. Ele afirmou que há um acordo com líderes de outros partidos, como Novo, União Brasil, Progressistas e PSD, para votar essas matérias em breve. Qualquer mudança no foro pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal, que já possui um entendimento sobre o tema.

O líder do PL também confirmou que um pedido de punição foi feito contra a deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de agressão durante o motim. O rito na corregedoria permite punições rápidas, podendo a Mesa Diretora suspender um parlamentar antes da conclusão do processo no Conselho de Ética.

A situação na Câmara reflete um ambiente político tenso, com desdobramentos que podem impactar a dinâmica legislativa nos próximos dias.

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