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Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar por suspeita em emendas

PF investiga 21 emendas e afirma que presidente do PL direcionava recursos mesmo sem exercer mandato parlamentar

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(Crédito: Reprodução/PL)

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<li>O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, após a Polícia Federal apontar que ele direcionou emendas parlamentares sem mandato no Congresso.</li>
<li>A PF afirma que cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos e que as emendas foram forjadas e desviadas, com Valdemar possivelmente sendo o beneficiário final.</li>
<li>A operação Transparência, deflagrada em dezembro, envolve a assessora Mariângela Fialek e indica que Valdemar usava planilhas para indicar recursos conforme seus interesses, incluindo nomes de parlamentares fictícios; as áreas principais eram saúde e turismo.</li>
<li>Além de Valdemar, há suspeita de participação de dois servidores da Câmara — Nara Brum e Garigham Pinto — que atuariam como interlocutores e emissores de orientações para as indicações de emendas.</li>
<li>O Supremo Tribunal Federal confirmou a suspensão da execução das despesas ligadas às emendas para proteger o patrimônio público e a moralidade administrativa, diante de indícios de atuação irregular.</li>
</ul>

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Flávio Dino, determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A Polícia Federal investiga a suspeita de que o dirigente partidário atuava no direcionamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato no Congresso.

A PF identificou pelo menos 21 emendas, entre junho de 2024 e março de 2026, que somam R$ 119,2 milhões. Segundo a corporação, documentos teriam atribuído as indicações a parlamentares para esconder o verdadeiro responsável pelo direcionamento dos recursos. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos, de acordo com a investigação.

Dino também suspendeu a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas investigadas, inclusive valores em fase de empenho, liquidação ou pagamento. O ministro ainda determinou que a Câmara dos Deputados apresente documentos sobre a tramitação interna dos recursos.

PF aponta atuação de Valdemar sem mandato

A investigação surgiu a partir da Operação Transparência, que teve como alvo Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, servidora da Câmara ligada ao ex-presidente da Casa Arthur Lira. A PF analisou o celular dela e identificou um suposto esquema paralelo para definir e remanejar emendas.

Segundo a PF, planilhas registravam indicações atribuídas a Valdemar e servidores da Câmara encaminhavam os dados aos ministérios. Os investigadores afirmam que os documentos incluíam nomes de deputados como solicitantes para dar aparência de legalidade às indicações.

A investigação também cita os servidores Nara Brum e Garigham Pinto, da liderança do PL na Câmara. A PF aponta uma possível “articulação em nível superior” entre estruturas da Casa e o presidente do partido. Garigham afirmou que atua de forma técnica. Valdemar e o PL não haviam se manifestado sobre a decisão até a publicação da apuração consultada.

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