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Gaza enfrenta crise alimentar com escassez de dinheiro para comprar alimentos essenciais

População da Faixa de Gaza enfrenta escassez de alimentos e dinheiro, enquanto Netanyahu propõe novo plano para a cidade em meio à crise humanitária

Palestinos trabalham como reparadores de notas na Cidade de Gaza devido à falta de liquidez em Gaza após o fechamento de bancos e a falta de dinheiro novo entrando no território palestino (Foto: Saher Alghorra/NYT)
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  • A Faixa de Gaza enfrenta uma grave crise humanitária devido a conflitos entre Israel e o Hamas.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou um novo plano para a Cidade de Gaza, afirmando que é a melhor forma de acabar com a guerra.
  • A população palestina lida com preços altos de alimentos e dificuldades para acessar dinheiro, resultando em um mercado paralelo.
  • A escassez de dinheiro físico se agravou desde os ataques de sete de outubro, com bancos e caixas eletrônicos fechados.
  • Especialistas financeiros consideram a situação um desastre absoluto, com muitos palestinos clamando por um cessar-fogo para aliviar a crise.

A Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária severa, intensificada por conflitos entre Israel e o Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou um novo plano para a Cidade de Gaza, afirmando que é a “melhor forma de acabar com a guerra”. Enquanto isso, a população palestina enfrenta preços exorbitantes de alimentos e dificuldades para acessar dinheiro.

Desde os ataques de 7 de outubro, a escassez de dinheiro físico se agravou. Bancos e caixas eletrônicos estão fechados, e Israel não permitiu a injeção de cédulas no território. Isso resultou em um mercado paralelo, onde os palestinos pagam taxas altíssimas para acessar seus próprios recursos. Um saco de farinha de 25 quilos custa cerca de US$ 180 (R$ 976), e o preço do açúcar subiu para US$ 10 (R$ 54).

A situação é desesperadora. Muitos palestinos, como Shahad Ali, relatam que, mesmo recebendo transferências, precisam pagar comissões de até 50% para acessar seu dinheiro. A escassez de notas de shekel, a moeda predominante, levou a um aumento no uso de pagamentos digitais, mas esses serviços foram limitados devido a preocupações de segurança.

A falta de dinheiro físico e a destruição da infraestrutura complicam ainda mais a vida em Gaza. A Autoridade Monetária da Palestina informou que cerca de US$ 180 milhões dos US$ 290 milhões disponíveis antes da guerra foram saqueados. A situação é considerada um “desastre absoluto” por especialistas financeiros.

Os palestinos clamam por um cessar-fogo para aliviar a crise. Faisal al-Shawa, da PalTrade, enfatiza que “parar a guerra é essencial”. A vida em Gaza se tornou um tormento, com muitos lutando para conseguir os itens mais básicos.

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