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Israel ameaça proibir ONGs enquanto a fome se agrava em Gaza

Mais de 100 ONGs denunciam bloqueio de ajuda humanitária em Gaza, enquanto a ONU alerta sobre a urgência de 62 mil toneladas mensais de suprimentos

Crianças palestinas aguardam um reparto de comida de uma organização caritativa em El Bureij, no centro da Faixa de Gaza, nesta terça-feira. (Foto: DPA via Europa Press)
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  • Mais de 100 organizações não governamentais (ONGs) internacionais afirmam que Israel está bloqueando a ajuda humanitária em Gaza, exigindo informações sensíveis para o registro.
  • Desde março de 2023, Israel rejeitou dezenas de pedidos de assistência, alegando que as ONGs não têm autorização para operar na região.
  • As novas regras exigem dados sobre doadores e listas de funcionários palestinos, o que as ONGs consideram ilegal.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu uma política de “privação” de alimentos, mas negou que o governo esteja tentando provocar fome na população de Gaza.
  • A ONU alerta que são necessárias mais de 62 mil toneladas de ajuda mensalmente, enquanto toneladas de alimentos e medicamentos estão acumuladas na fronteira.

Mais de 100 ONGs internacionais denunciaram que Israel está bloqueando a entrega de ajuda humanitária em Gaza, alegando novas regras de registro que exigem informações sensíveis. Desde março de 2023, as autoridades israelenses rejeitaram dezenas de pedidos de assistência, alegando que as organizações não estão autorizadas a operar na região.

As novas regulamentações exigem que as ONGs forneçam dados sobre doadores e listas de funcionários palestinos, o que é considerado ilegal e incompatível com os princípios humanitários. Toneladas de alimentos e medicamentos estão acumuladas na fronteira, enquanto cerca de dois milhões de palestinos enfrentam escassez extrema de suprimentos. Em julho, mais de 60 pedidos de ajuda foram negados com base em critérios vagos, como a suposta “delegitimização” do Estado de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou que seu governo esteja tentando provocar fome na população de Gaza, mas admitiu uma política de “privação” de alimentos. Ele anunciou um aumento na entrada de ajuda humanitária, com novos pontos de distribuição geridos pela Gaza Humanitarian Foundation (GHF), uma iniciativa controversa apoiada pelos EUA. No entanto, as ONGs suspeitam que essas medidas visam fortalecer a GHF, enquanto a população continua a sofrer.

Situação Humanitária Crítica

A situação em Gaza é alarmante, com a ONU relatando que são necessárias mais de 62 mil toneladas de ajuda mensalmente. As ONGs pedem à comunidade internacional que pressione Israel a abrir todas as fronteiras e a interromper o uso da ajuda como ferramenta de controle. Sean Carroll, presidente da ONG Anera, destacou que a vida de milhares de pessoas depende da liberação imediata de suprimentos essenciais.

Além disso, a militarização da ajuda humanitária tem gerado tensões. Israel exige que agências da ONU aceitem escoltas militares para a entrega de suprimentos, o que foi amplamente rejeitado. A situação se agrava com relatos de mortes de trabalhadores humanitários e civis, aumentando a pressão internacional sobre Israel para que cesse as restrições à assistência humanitária.

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