- O Ministério da Justiça da Rússia declarou a ONG Repórteres Sem Fronteiras como indesejável, proibindo suas atividades no país.
- A decisão foi publicada em uma lista oficial e ocorre em meio à repressão a vozes críticas desde fevereiro de 2022.
- Colaboradores e financiadores da organização podem enfrentar processos judiciais e penas de prisão.
- A Repórteres Sem Fronteiras, com sede na França, denuncia violações à liberdade de expressão e apoia jornalistas perseguidos na Rússia.
- A inclusão da ONG na lista de indesejáveis reflete a crescente hostilidade do governo russo em relação à dissidência e à liberdade de imprensa.
O Ministério da Justiça da Rússia declarou a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) como indesejável, efetivamente proibindo suas atividades no país. A decisão foi publicada em uma lista oficial e ocorre em um contexto de crescente repressão a vozes críticas desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A classificação de indesejável implica que colaboradores e financiadores da RSF podem enfrentar processos judiciais, incluindo penas de prisão. A organização, com sede na França, é conhecida por denunciar violações à liberdade de expressão e apoiar jornalistas perseguidos na Rússia. Em seu site, a RSF lamenta que quase todos os meios de comunicação independentes no país tenham sido bloqueados ou rotulados como “agentes estrangeiros”.
Repressão em Crescimento
Desde o início da guerra na Ucrânia, as autoridades russas intensificaram a repressão a críticos do governo. Centenas de pessoas foram presas, e diversas ONGs e veículos de comunicação foram proibidos. Em abril, o presidente Vladimir Putin sancionou leis que criminalizam ações que “desacreditem as Forças Armadas” e proíbem a assistência a organizações internacionais não reconhecidas por Moscou.
A lista de organizações indesejáveis, criada em 2015, inclui mais de 250 entidades, como Anistia Internacional e Greenpeace. A inclusão da RSF reflete a crescente hostilidade do governo russo em relação a qualquer forma de dissidência, evidenciando a situação crítica da liberdade de imprensa no país.
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