- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Brasil tem sido um parceiro comercial “horrível” por aplicar tarifas sobre produtos dos EUA.
- Trump citou a prisão de Jair Bolsonaro como parte de uma crítica a leis “muito ruins” no Brasil, chamando a situação de execução política.
- O Brasil mantém déficit na balança comercial com os EUA, comprando mais do que vende, o que favorece a economia norte-americana.
- Em 2025 houve aumento de 608% no déficit brasileiro com os EUA em comparação com 2024; em julho, o déficit chegou a US$ 559,6 milhões, frente US$ 38,9 milhões em julho de 2024.
- Em resposta, Trump comentou que o Brasil está recebendo tarifas de 50% e que, segundo ele, “é assim que funciona”; o governo brasileiro costuma reagir destacando o superávit dos EUA com o Brasil em alguns setores.
Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que o Brasil tem sido um parceiro comercial horrível por aplicar tarifas elevadas sobre produtos norte‑americanos, chamando a relação de desequilibrada. A declaração ocorreu em entrevista publicada nesta semana, sem citar dados oficiais da administração brasileira.
Segundo o presidente dos EUA, as taxas brasileiras prejudicam as relações bilaterais e criam um ambiente desfavorável para negócios entre os dois países. Ele também mencionou que o Brasil vem aplicando tarifas altas como parte de uma política de proteção econômica.
Apesar das críticas, números oficiais indicam que o Brasil apresenta déficit na balança com os EUA, comprando mais do que vende. Em 2025, o déficit cresceu em relação a 2024, com julho registrando queda ainda mais acentuada para os brasileiros.
Barreiras tarifárias
Em comentário separado, o governo brasileiro costuma sustentar que há superávit dos EUA em relação ao Brasil, mas a situação envolve complexidades. Em tarifas, o Brasil mantém tributos geralmente mais altos que os norte‑americanos em diversos setores.
Entre os exemplos, o etanol brasileiro enfrenta tarifas de 2,5% nos EUA, enquanto o Brasil impõe tarifa de 20% para etanol importado dos EUA. Segundo autoridades, uma equalização dessas tarifas poderia ampliar as vendas brasileiras de etanol em bilhões de reais anualmente.
Na cerimônia de lançamento da MP 1.309, o vice‑presidente Geraldo Alckmin afirmou que, entre os 10 maiores produtos exportados pelos EUA ao Brasil, a maioria tem tarifa próxima de zero, sinalizando a priorização de itens com tarifas menores pelos americanos.
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