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China censura exposição de arte tailandesa e persegue artista em fuga

Artista birmanês Sai denuncia censura e busca asilo no Reino Unido após pressão da China sobre sua exposição em Bangkok

Instalação de arte do artista tibetano Tenzin Mingyur Paldron. As bandeiras tibetana e uigur foram removidas posteriormente. (Foto: Constellation of Complicity)
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  • O artista birmanês Sai e sua esposa buscaram asilo no Reino Unido após a censura de sua exposição em Bangkok.
  • A exposição, que abordava a repressão autoritária, foi alvo de pressão do governo chinês, resultando na remoção de obras de artistas tibetanos e uigures.
  • Sai e sua esposa deixaram a Tailândia temendo pela própria segurança, após receberem informações de que a polícia local os procurava.
  • A censura gerou condenações de defensores dos direitos humanos, que a consideraram uma forma de repressão transnacional.
  • Sai planeja levar a exposição censurada para outros países, acreditando que a censura aumentou o interesse por seu trabalho.

Artista birmanês Sai e esposa buscam asilo no Reino Unido após censura em exposição na Tailândia

O artista birmanês Sai e sua esposa fugiram para o Reino Unido em busca de asilo, após sua exposição em Bangkok ser censurada sob pressão do governo chinês. O casal, que havia escapado de Myanmar após o golpe militar de 2021, temia deportação e perseguição por suas atividades artísticas e ativistas.

A exposição, intitulada “Constelação da Complicidade: Visualizando a Máquina Global da Solidariedade Autoritária”, abordava a repressão autoritária e incluía obras de artistas exilados de países como Tibete, Uigures e Hong Kong. Após a abertura em 26 de julho, representantes da embaixada chinesa visitaram o local, resultando na remoção de várias obras consideradas sensíveis, como as de Tenzin Mingyur Paldron.

Censura e repressão transnacional

A censura gerou condenações de defensores dos direitos humanos, que a consideraram um exemplo de repressão transnacional. A gestão do centro cultural de Bangkok admitiu ter recebido avisos sobre possíveis tensões diplomáticas com a China, levando à remoção de obras e à cobertura de nomes de artistas com tinta preta. A embaixada chinesa, em resposta, acusou a exposição de promover a independência de regiões como o Tibete e Hong Kong.

Sai e sua esposa decidiram deixar a Tailândia após receberem informações de que a polícia local estava à sua procura. Em poucos minutos, conseguiram embarcar no primeiro voo disponível para o Reino Unido, temendo pela própria segurança. O artista, que é filho de um ex-ministro de Myanmar, já havia enfrentado perseguições devido ao seu ativismo contra a junta militar.

Repercussão e apoio internacional

A situação de Sai chamou a atenção de diversos grupos de direitos humanos e políticos, incluindo Lord Alton, presidente do Comitê Conjunto de Direitos Humanos do Parlamento do Reino Unido, que expressou apoio ao pedido de asilo do artista. A Human Rights Foundation classificou o incidente como uma tentativa de intimidação e um ataque à liberdade de expressão.

Sai planeja levar a exposição censurada para outros países após sua passagem por Bangkok, acreditando que a censura aumentou o interesse pelo seu trabalho. Ele afirmou que a repressão da República Popular da China apenas reforça a importância de dar voz a artistas que resistem à opressão.

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