- A autora irlandesa Sally Rooney reafirmou seu apoio ao grupo Palestine Action, classificado como organização terrorista no Reino Unido desde julho de 2023.
- Rooney anunciou que destinará os lucros de seu trabalho para apoiar as ações do grupo, que protesta contra o que considera genocídio.
- A Secretária do Interior, Yvette Cooper, defendeu a proscrição do grupo, citando ações violentas e mais de setecentas detenções desde a proibição.
- Rooney criticou o governo britânico por restringir a liberdade de expressão e se recusou a permitir a tradução de sua obra “Beautiful World, Where Are You” para o hebraico.
- O conflito em Gaza, intensificado após um ataque do Hamas em outubro de 2023, resultou em mais de sessenta e um mil palestinos mortos, gerando debates sobre direitos humanos.
Sally Rooney reafirma apoio ao grupo Palestine Action, classificado como organização terrorista no Reino Unido. A autora irlandesa declarou que destinará os lucros de seu trabalho para apoiar ações do grupo, que visa protestar contra o que considera genocídio. Em artigo publicado no Irish Times, Rooney afirmou que, se isso a torna uma apoiadora do terrorismo segundo a legislação britânica, “assim seja”.
A Secretária do Interior, Yvette Cooper, defendeu a proscrição do grupo, ressaltando que suas ações vão além de protestos comuns. Desde a proibição em julho de 2023, mais de 700 pessoas foram detidas, incluindo 500 durante uma manifestação em Londres. Cooper mencionou incidentes violentos, como a invasão de instalações da Elbit Systems UK, uma empresa de defesa israelense, e um manual que orienta ações contra alvos específicos.
Rooney, autora de bestsellers como Normal People, já havia se manifestado contra a proscrição, considerando-a uma ameaça à liberdade de expressão. Em sua nova declaração, criticou o governo britânico por restringir direitos fundamentais e afirmou que as consequências para a vida cultural no Reino Unido serão profundas. A autora também se recusou a permitir a tradução de sua obra Beautiful World, Where Are You para o hebraico, em protesto contra as políticas israelenses.
O conflito atual em Gaza, que começou após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, resultou em um número alarmante de mortes, com mais de 61 mil palestinos mortos, segundo dados da saúde em Gaza. A situação continua a gerar debates intensos sobre direitos humanos e a legitimidade das ações de ambos os lados.
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