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Aumenta a violência de grupos radicais islâmicos na África, aponta estudo recente

A violência de grupos islâmicos na África atinge níveis alarmantes, com mais de 22 mil mortes em um ano, destacando a crise no Sahel e na Somália

Foto: Reprodução
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  • Grupos militantes islâmicos na África causaram 22.307 mortes em um ano, segundo o Centro Africano de Estudos Estratégicos (ACSS).
  • O número representa um aumento de 60% em relação ao período de 2020 a 2022.
  • A região do Sahel é a mais afetada, com 10.685 mortes, incluindo países como Mali, Chade e Burkina Faso.
  • O Al Shabaab, na Somália, e a rede JNIM no Sahel intensificaram suas operações, resultando em mais de 49 mil mortes em cada região.
  • A instabilidade política no Sahel e a atuação de grupos como as Forças Democráticas Aliadas (ADF) na República Democrática do Congo também contribuem para o aumento da violência.

Grupos militantes islâmicos na África têm ampliado sua atuação, resultando em 22.307 mortes atribuídas a essas organizações em um ano, segundo o Centro Africano de Estudos Estratégicos (ACSS). O levantamento, que abrange o período até 30 de junho, revela um aumento de 60% em relação ao intervalo de 2020 a 2022, com a maioria das vítimas sendo cristãos.

A região do Sahel é a mais afetada, com 10.685 mortes registradas, englobando países como Mali, Chade e Burkina Faso. Juntas, a Bacia do Lago Chade e a Somália somam 99% das fatalidades ligadas a militantes islâmicos. O relatório destaca que cerca de 950 mil quilômetros quadrados de território estão fora do controle governamental, devido a insurgências.

Nos últimos dez anos, esses grupos foram responsáveis por mais de 150 mil mortes. O Al Shabaab, na Somália, e a rede JNIM no Sahel intensificaram suas operações desde 2022, resultando em mais de 49 mil mortes em cada região. A instabilidade política no Sahel tem contribuído para o aumento da violência, com uma média anual de 10.500 mortes nos últimos três anos, em comparação com 4.900 no triênio anterior.

Estratégias e Táticas

A rede JNIM, com até 7 mil combatentes, é responsável por mais de 80% das mortes no Sahel. O grupo controla mais da metade do território de Burkina Faso e utiliza mídias sociais, drones e inteligência artificial para recrutamento e propaganda. Em Mali, o grupo tem divulgado vídeos que acusam forças de segurança de abusos, buscando apoio entre comunidades marginalizadas.

Na Somália, a ofensiva do Al Shabaab resultou em 6.224 mortes entre 2024 e 2025. O grupo possui uma força financeira de US$ 200 milhões, oriunda de extorsão e pirataria, permitindo o recrutamento de 7 mil a 12 mil combatentes. A ONU também alertou sobre o crescimento do Estado Islâmico na Somália, que se tornou um centro administrativo do ISIS global.

O levantamento foi divulgado após um ataque brutal contra cristãos na cidade de Komanda, na República Democrática do Congo, onde 43 fiéis foram mortos. O ataque foi atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao ISIS/ISIL, que também reivindicou um ataque recente em Ituri, resultando em 66 mortes.

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