- Shenghua Wen, cidadão chinês, foi condenado a oito anos de prisão por contrabando de armas e tecnologia para a Coreia do Norte.
- A sentença foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos após Wen se declarar culpado em junho.
- Ele entrou nos Estados Unidos em 2012 com visto de estudante, mas permaneceu ilegalmente após a expiração do visto em dezembro de 2013.
- Wen enviou pelo menos três contêineres com armas e munições para a Coreia do Norte, disfarçando o conteúdo como bens de consumo.
- Agentes federais encontraram em sua residência um dispositivo para detectar escutas e 50 mil cartuchos de munição de 9mm.
Um cidadão chinês, Shenghua Wen, foi condenado a oito anos de prisão por contrabando de armas e tecnologia para a Coreia do Norte. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a sentença na segunda-feira, após Wen se declarar culpado em junho por violar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional e atuar como agente ilegal de um governo estrangeiro.
Wen, de 42 anos, entrou nos EUA em 2012 com um visto de estudante, mas permaneceu ilegalmente após a expiração do visto em dezembro de 2013. Antes de chegar ao país, ele se encontrou com oficiais norte-coreanos, que o instruíram a adquirir produtos em nome do regime. Ele recebeu cerca de US$ 2 milhões para financiar suas operações.
Operações de Contrabando
O chinês enviou pelo menos três contêineres com armas e munições do Porto de Long Beach, na Califórnia, para a Coreia do Norte. Para disfarçar o conteúdo, ele alegou que os contêineres transportavam bens de consumo. Um dos contêineres, que chegou a Hong Kong em janeiro de 2024, foi identificado como contendo um “refrigerador”.
Além disso, Wen adquiriu tecnologia sensível, incluindo um dispositivo de identificação de ameaças químicas, que também seria enviado ao país. Em agosto de 2024, agentes federais encontraram em sua residência um dispositivo para detectar escutas e, em seu veículo, 50 mil cartuchos de munição de 9mm, destinados à Coreia do Norte.
A condenação de Wen destaca as táticas utilizadas pela Coreia do Norte para contornar sanções internacionais que proíbem o comércio de armas e equipamentos militares. O caso evidencia a complexidade do contrabando de armas e a crescente preocupação com a segurança nacional.
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