- Os ativistas pró-democracia Ted Hui e Tony Chung receberam asilo no Reino Unido e na Austrália, respectivamente.
- O governo de Hong Kong expressou descontentamento e convocou os embaixadores britânico e australiano, alertando sobre as consequências de “abrigo a criminosos”.
- Hui, ex-deputado, fugiu de Hong Kong em dezembro de 2020, enquanto Chung, líder estudantil, deixou a cidade em 2023 devido à vigilância policial.
- Ambos enfrentaram condenações sob a lei de segurança nacional, que é criticada por silenciar a dissidência.
- O governo de Hong Kong defende que as prisões são baseadas em “fatos e evidências”, desassociando as ações de motivações políticas.
Ativistas de Hong Kong recebem asilo no exterior e provocam reação do governo local
Os ativistas pró-democracia Ted Hui e Tony Chung foram concedidos asilos no Reino Unido e na Austrália, respectivamente, gerando forte descontentamento do governo de Hong Kong. As autoridades locais convocaram os embaixadores britânico e australiano, alertando sobre as consequências de “abrigo a criminosos”.
Hui, ex-deputado, e Chung, líder estudantil, anunciaram suas novas situações no último fim de semana. Ambos enfrentaram condenações sob a controversa lei de segurança nacional, que críticos afirmam ser utilizada para silenciar a dissidência. Hui fugiu de Hong Kong em dezembro de 2020, enquanto Chung deixou a cidade em 2023, citando estresse devido à vigilância policial constante.
O governo de Hong Kong defendeu que as prisões são baseadas em “fatos e evidências”, desassociando as ações de qualquer motivação política. Desde a implementação da lei em 2020, centenas de ativistas foram detidos, intensificando um clima de medo na cidade.
Hui e Chung relatam suas experiências
Hui, que reside atualmente em Adelaide com sua família, expressou sua tristeza por ter que deixar sua terra natal, onde guarda memórias significativas. Ele destacou que a proteção recebida é um passo importante para sua segurança. Por outro lado, Chung, que recebeu status de refugiado no Reino Unido, afirmou que agora pode tentar recomeçar sua vida após um longo período de espera.
A situação dos dois ativistas reflete a crescente repressão em Hong Kong, onde as autoridades têm adotado medidas severas contra qualquer forma de oposição. Em julho, o governo britânico condenou as tentativas de Hong Kong de coagir ativistas no exterior, caracterizando essas ações como um exemplo de repressão transnacional.
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