- A COP30 será realizada em Belém do Pará, reunindo delegações de vários países, incluindo a China.
- A delegação oficial chinesa será reduzida para cerca de cem pessoas, uma queda significativa em relação a edições anteriores, que contaram com 190 em Baku e 219 em Dubai.
- Os motivos para a redução incluem problemas de acomodação e custos elevados em Belém, com preços de hospedagem que podem ultrapassar centenas de dólares por noite.
- Além dos representantes oficiais, a comitiva pode incluir até mil pessoas, somando empresários e patrocinadores.
- A presença oficial da China não deve ser vista como um indicativo do seu engajamento nas negociações climáticas, segundo analistas.
A COP30 será realizada em Belém do Pará, reunindo delegações de diversos países, incluindo a China, que tradicionalmente envia grandes comitivas. No entanto, a delegação oficial chinesa será reduzida a cerca de cem pessoas, uma diminuição significativa em relação às edições anteriores, que contaram com 190 em Baku e 219 em Dubai.
Os motivos para essa redução incluem problemas de acomodação e custos elevados em Belém. O diretor do Centro de Clima da China, Li Shuo, afirmou que a situação de hospedagem é desafiadora, com preços que podem ultrapassar centenas de dólares por noite. Ele destacou que a diminuição da delegação não reflete necessariamente o nível de engajamento da China nas negociações climáticas.
Além dos representantes oficiais, a comitiva pode incluir até mil pessoas, somando empresários e patrocinadores. O embaixador da China, Zhu Qingqiao, já havia indicado que o número total de participantes seria em torno de mil. A Coiab, que planejava trazer 6.000 indígenas para o evento, também precisou reduzir sua participação devido à limitação de espaço oferecida pelo governo federal.
Desafios Logísticos
A redução na delegação chinesa ocorre em um contexto de desafios logísticos enfrentados por muitos países. O presidente da Áustria, Alexander van der Bellen, cancelou sua participação devido aos altos custos de hospedagem. A analista de China no Centre for Research on Energy and Clean Air, Belinda Schaepe, ressaltou que a presença oficial não é um indicativo do engajamento da China nas discussões climáticas.
A expectativa é que a China continue a destacar sua expansão em energia renovável e a fabricação de tecnologia limpa, contribuindo para a transição energética global. A relação positiva entre China e Brasil pode abrir oportunidades para uma colaboração mais estreita, especialmente em um cenário onde a liderança climática é crucial.
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