- As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram um ataque com drones que suspendeu indefinidamente o funcionamento do oleoduto Druzhba, essencial para o transporte de petróleo da Rússia para a Hungria e Eslováquia.
- O ataque ocorreu na madrugada de terça-feira e destruiu a principal estação de bombeamento na província russa de Tambov, a cerca de 400 quilômetros da fronteira ucraniana.
- O comandante das Forças de Sistemas não Tripulados da Ucrânia, Robert Brodi, afirmou que o oleoduto “passou a melhor vida”.
- O ministro de Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, ameaçou represálias, destacando que a segurança energética da Hungria está em risco.
- A empresa estatal eslovaca Transpetrol confirmou a interrupção do fluxo de petróleo, enquanto o governo da Eslováquia não comentou a situação.
As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram um ataque com drones que resultou na suspensão indefinida do oleoduto Druzhba, crucial para o transporte de petróleo da Rússia para Hungria e Eslováquia. O ataque, ocorrido na madrugada de terça-feira, destruiu a principal estação de bombeamento do oleoduto na província russa de Tambov, a cerca de 400 quilômetros da fronteira ucraniana.
O comandante das Forças de Sistemas não Tripulados da Ucrânia, Robert Brodi, declarou que o oleoduto “passou a melhor vida”, referindo-se ao impacto do ataque. Este evento gerou tensões imediatas, com o ministro de Exteriores húngaro, Peter Szijjártó, ameaçando represálias contra a Ucrânia. Ele enfatizou que a segurança energética da Hungria está em risco e que o país é um fornecedor vital de eletricidade para a Ucrânia.
Reações e Consequências
A Transpetrol, empresa estatal eslovaca, também confirmou que o fluxo de petróleo pelo Druzhba foi interrompido. O governo eslovaco, no entanto, optou por não comentar a situação. Em uma troca acalorada nas redes sociais, Szijjártó e o ministro de Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, discutiram sobre a responsabilidade da guerra, com Sibiga lembrando que a Rússia é a responsável pela invasão.
Este ataque se insere em uma série de ofensivas ucranianas contra a infraestrutura petrolífera russa, com o objetivo de limitar a capacidade de Moscou de gerar receita com a exportação de hidrocarbonetos. A Ucrânia já havia atacado outra estação de bombeamento do Druzhba em agosto, e a situação atual levanta questões sobre os compromissos legais de Kiev em relação ao transporte de petróleo russo até 2029.
Contexto da Guerra
Desde o início da invasão russa em 2022, a Ucrânia tem enfrentado desafios significativos, incluindo ataques à sua infraestrutura energética. A dependência de países como Hungria e Eslováquia do petróleo russo complica ainda mais a dinâmica regional. A Comissão Europeia não se manifestou sobre a crise em torno do Druzhba, enquanto a Ucrânia busca justificar suas ações como parte de uma estratégia mais ampla de defesa e resistência.
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