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Memorial na Alemanha veta uso de lenço palestino por visitantes

Justiça alemã proíbe entrada de visitante em memorial de Buchenwald com lenço palestino, citando segurança de judeus presentes

Memorial na Alemanha é autorizado a proibir entrada de visitantes com tradicional lenço palestino (Foto: Mandel Ngan/AFP)
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  • A Justiça alemã decidiu que visitantes do memorial de Buchenwald não podem entrar usando lenços palestinos.
  • A medida foi tomada após uma denúncia de uma mulher que queria protestar contra a política de Israel durante as comemorações dos 80 anos da libertação do campo.
  • O tribunal de Weimar negou o apelo da visitante, afirmando que o uso do lenço comprometeria a segurança de judeus presentes no local.
  • O diretor do memorial, Jens Christian Wagner, afirmou que muitos visitantes usam símbolos palestinos para fazer propaganda anti-Israel, o que pode ser visto como antisemitismo.
  • O memorial, que homenageia cerca de 56.000 vítimas do regime nazista, não tolera manifestações que desvirtuem seu propósito.

O ex-campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, poderá proibir a entrada de visitantes que utilizem lenços palestinos, conforme decisão da Justiça alemã. A medida foi tomada após uma denúncia de uma mulher que pretendia protestar contra a política de Israel durante as comemorações pelos 80 anos da libertação do local.

O tribunal de Weimar rejeitou o apelo da visitante, que buscava autorização para entrar no memorial com um kufiya. Segundo o comunicado, a mulher afirmou que seu objetivo era transmitir uma mensagem política, o que, segundo a Justiça, comprometeria a segurança de judeus presentes no memorial. O diretor do local, Jens Christian Wagner, destacou que desde o início do conflito em Gaza, surgiram problemas com visitantes que utilizam símbolos relacionados ao movimento de solidariedade com a Palestina.

Wagner afirmou que muitos desses visitantes não têm a intenção de homenagear as vítimas do campo, mas sim de fazer propaganda anti-Israel, o que pode ser interpretado como uma forma de antisemitismo. Ele ressaltou que o uso do lenço palestino não é proibido, desde que não esteja associado a mensagens políticas que relativizem os crimes nazistas.

Entre 1937 e 1945, cerca de 56.000 pessoas morreram em Buchenwald, incluindo judeus, ciganos, opositores políticos, homossexuais e prisioneiros soviéticos. O memorial busca preservar a memória dessas vítimas e não tolera manifestações que possam desvirtuar esse propósito.

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