- A relação entre Israel e França se deteriorou após uma troca de cartas entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente francês, Emmanuel Macron.
- Netanyahu acusou Macron de alimentar o antissemitismo com sua decisão de reconhecer o Estado palestino, prevista para a Assembleia Geral da ONU.
- O primeiro-ministro expressou preocupação com o aumento do antissemitismo na França e pediu ações antes do Ano Novo Judaico, em 23 de setembro.
- Macron respondeu que as acusações são “abjetas e errôneas” e reafirmou o compromisso do governo francês no combate ao antissemitismo.
- O governo francês já havia enfrentado um aumento nos incidentes antissemitas desde os ataques de 7 de outubro de 2023, embora os dados mostrem uma queda em relação ao ano anterior.
A relação entre Israel e França se deteriora com troca de cartas entre líderes
A tensão entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente francês, Emmanuel Macron, aumentou após Netanyahu acusar Macron de alimentar o antissemitismo. A troca de cartas ocorreu na terça-feira, 19 de setembro, em resposta ao anúncio de Macron sobre o reconhecimento do Estado palestino, previsto para ser feito na Assembleia Geral da ONU.
Na carta, Netanyahu expressou preocupação com o “aumento alarmante do antissemitismo na França”, afirmando que a decisão de Macron “recompensa o terror de Hamas” e intensifica a violência contra a comunidade judaica. Ele pediu que Macron tomasse medidas antes do Ano Novo Judaico, em 23 de setembro. O primeiro-ministro israelense destacou que a inação dos líderes contribui para a propagação do antissemitismo.
Macron respondeu rapidamente, classificando as acusações de Netanyahu como “abjetas e errôneas”. O presidente francês reafirmou que a violência contra a comunidade judaica é inaceitável e que o governo francês tem agido rigorosamente contra atos antissemitas. O Elíseo informou que Macron responderá formalmente a Netanyahu antes de qualquer declaração pública.
Contexto e reações internacionais
O anúncio de Macron sobre o reconhecimento da Palestina, feito em 24 de julho, gerou reações de outros países, como Reino Unido, Canadá e Austrália, que também consideram a medida. A França abriga a maior população judaica da Europa, com cerca de 500 mil judeus, e a situação é especialmente sensível no país.
Desde os ataques de 7 de outubro de 2023, houve um aumento nos incidentes antissemitas, embora os dados mostrem uma queda em relação ao ano anterior. O governo francês, por meio do ministro de Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, afirmou que não aceitará lições sobre a luta contra o antissemitismo e que a instrumentalização do aumento de atos antissemitas não será tolerada.
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